Férias: dicas para tirar as crianças das telas e curtir em família
Confira estratégias que ajudam a tirar as crianças da frente das telas de forma tranquila e aproveitar momentos familiares

O período das férias escolares costuma ser desafiador para os pais. Ao mesmo tempo em que as telas podem aliadas, principalmente durante o horário de expediente dos responsáveis, que nem sempre conseguem tirar recesso no mesmo período que os filhos, elas podem se transformar em vilãs quando são a única fonte de entretenimento dos jovens e crianças. Nesse cenário, é importante ter alternativas para distrair as crianças e garantir uma diversão aliada ao desenvolvimento.

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Frequência de envio: Duas vezes na semana
Ver todas“A criança não precisa de muito. Basta uma atividade que desperte a curiosidade e faça com que ela deixe o celular de lado”, explica Juliana Batista, diretora da Papelaria Pedagógica. Embora a substituição das telas por outras atividades possa criar conflitos em todas as idades, desde os mais novos, que podem chorar e se opor ao processo inicialmente, até os adolescentes, que podem entrar em embates com os pais, a interação com outras atividades vai, eventualmente, diminuir a falta que eles sentem dos dispositivos eletrônicos.
Juliana explica que o ideal não é proibir o uso de celulares e tablets, mas ir, aos poucos, trazendo alternativas atrativas o suficiente para competir com eles. “Quando a criança encontra uma atividade que desperta o interesse dela, o tempo de tela diminui naturalmente“. O primeiro passo é observar os interesses da crianças e buscar atividades dentro desse universo.
Dicas para cada idade
2 a 4 anos: imaginação, movimento e descobertas
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloDurante essa idade, quando as telas devem ser usadas o mínimo possível pois o cérebro está em desenvolvimento constante, o ideal é investir em atividade que despertem curiosidade e imaginação. As boas e velhas massinhas de modelar, além de distrair e entreter, auxiliam na coordenação motora. O mesmo vale para brinquedos de encaixe e atividades simples de pintura. E o legal é que os pais responsáveis brinquem junto com a criança, estimulando a formação de vínculos.
5 a 7 anos: desafios e jogos em grupo
Entre 5 e 7 anos as crianças já estão em processos de raciocínio lógico, de forma que instigar suas mentes é necessário e um ótimo caminho para prender a atenção. Jogos de tabuleiro e quebra-cabeças promovem concentração e foco na resolução de problemas. As brincadeiras em grupo também exercem um papel importante, ajudando na socialização e no aprendizado do trabalho em equipe.
8 a 12 anos: criatividade para competir com as telas
Para os mais velhos, deixar o celular de lado pode ser um desafio maior, afinal, eles têm mais autonomia e uma série de atividades on-line. Nesses casos, é preciso ser criativo e apostar em tarefas e brincadeiras mais envolventes. Pintura, colagem, artesanato e projetos manuais são boas opções, principalmente quando compartilhados com os pais, que também podem se desconectar e mostrar aos filhos como esses hobbies podem ser divertidos.
Os perigos das telas
Uma pesquisa feita pelo Datafolha, a pedido da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em 2025, aponta que 94% das crianças de 4 a 6 anos estão são expostas às telas diariamente. Elas costumam passar de duas a três horas por dia em frente a celulares, tablets e televisões. E apesar de ser uma grande maioria, o hábito, normalmente permitido pelos pais e responsáveis, é visto com preocupação por grande parte da população. Dados do mesmo estudo revelam que 56% dos brasileiros enxergam o uso excessivo de telas como prejudicial para a saúde das crianças.
Até os dois anos de idade, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é evitar a exposição a telas completamente, uma vez que o período é crucial para a aquisição de habilidades motoras e cognitivas.
Segundo os órgãos de saúde, os principais malefícios do uso excessivo de telas são danos ao desenvolvimento neurológico, que pode causar atrasos na fala e na concentração. Além do sedentarismo, da obesidade infantil e da miopia precoce. Quando uma criança ou adolescente fica refém das telas, também costumam surgir problemas emocionais, como ansiedade, isolamento social, irritabilidade e dificuldade de autorregulação.













