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Vida & Estilo

Férias: dicas para tirar as crianças das telas e curtir em família

Confira estratégias que ajudam a tirar as crianças da frente das telas de forma tranquila e aproveitar momentos familiares

13/07/2026 10:47
Freepik
Foto colorida de criança mexendo no celular - Pediatra diz qual a idade ideal para crianças terem o próprio celular - Metrópoles

O período das férias escolares costuma ser desafiador para os pais. Ao mesmo tempo em que as telas podem aliadas, principalmente durante o horário de expediente dos responsáveis, que nem sempre conseguem tirar recesso no mesmo período que os filhos, elas podem se transformar em vilãs quando são a única fonte de entretenimento dos jovens e crianças. Nesse cenário, é importante ter alternativas para distrair as crianças e garantir uma diversão aliada ao desenvolvimento.

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“A criança não precisa de muito. Basta uma atividade que desperte a curiosidade e faça com que ela deixe o celular de lado”, explica Juliana Batista, diretora da Papelaria Pedagógica. Embora a substituição das telas por outras atividades possa criar conflitos em todas as idades, desde os mais novos, que podem chorar e se opor ao processo inicialmente, até os adolescentes, que podem entrar em embates com os pais, a interação com outras atividades vai, eventualmente, diminuir a falta que eles sentem dos dispositivos eletrônicos.

Juliana explica que o ideal não é proibir o uso de celulares e tablets, mas ir, aos poucos, trazendo alternativas atrativas o suficiente para competir com eles. “Quando a criança encontra uma atividade que desperta o interesse dela, o tempo de tela diminui naturalmente“. O primeiro passo é observar os interesses da crianças e buscar atividades dentro desse universo.

Férias: dicas para tirar as crianças das telas e curtir em família - destaque galeria
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Brincadeiras que estimulam a imaginação ajudam as crianças a entender os papéis que podem ocupar no mundo
Férias: dicas para tirar as crianças das telas e curtir em família - imagem 3
A brincadeira é um processo natural do desenvolvimento e deve ser estimulada desde os primeiros meses de vida
A presença de pais e mães durante a brincadeira é essencial
As brincadeiras em grupo são importantes para que a criança aprenda a socializar e se relacionar com outras pessoas
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As brincadeiras em grupo são importantes para que a criança aprenda a socializar e se relacionar com outras pessoas

Bec Parsons/Getty Images
Brincadeiras que estimulam a imaginação ajudam as crianças a entender os papéis que podem ocupar no mundo
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Brincadeiras que estimulam a imaginação ajudam as crianças a entender os papéis que podem ocupar no mundo

d3sign/Getty Images
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Flashpop/Getty Images
A brincadeira é um processo natural do desenvolvimento e deve ser estimulada desde os primeiros meses de vida
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A brincadeira é um processo natural do desenvolvimento e deve ser estimulada desde os primeiros meses de vida

Catherine Delahaye/Getty Images
A presença de pais e mães durante a brincadeira é essencial
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A presença de pais e mães durante a brincadeira é essencial

MoMo Productions/Getty Images

Dicas para cada idade

2 a 4 anos: imaginação, movimento e descobertas

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Durante essa idade, quando as telas devem ser usadas o mínimo possível pois o cérebro está em desenvolvimento constante, o ideal é investir em atividade que despertem curiosidade e imaginação. As boas e velhas massinhas de modelar, além de distrair e entreter, auxiliam na coordenação motora. O mesmo vale para brinquedos de encaixe e atividades simples de pintura. E o legal é que os pais responsáveis brinquem junto com a criança, estimulando a formação de vínculos.

5 a 7 anos: desafios e jogos em grupo

Entre 5 e 7 anos as crianças já estão em processos de raciocínio lógico, de forma que instigar suas mentes é necessário e um ótimo caminho para prender a atenção. Jogos de tabuleiro e quebra-cabeças promovem concentração e foco na resolução de problemas. As brincadeiras em grupo também exercem um papel importante, ajudando na socialização e no aprendizado do trabalho em equipe.

8 a 12 anos: criatividade para competir com as telas

Para os mais velhos, deixar o celular de lado pode ser um desafio maior, afinal, eles têm mais autonomia e uma série de atividades on-line. Nesses casos, é preciso ser criativo e apostar em tarefas e brincadeiras mais envolventes. Pintura, colagem, artesanato e projetos manuais são boas opções, principalmente quando compartilhados com os pais, que também podem se desconectar e mostrar aos filhos como esses hobbies podem ser divertidos.

Os perigos das telas

Uma pesquisa feita pelo Datafolha, a pedido da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em 2025, aponta que 94% das crianças de 4 a 6 anos estão são expostas às telas diariamente. Elas costumam passar de duas a três horas por dia em frente a celulares, tablets e televisões.  E apesar de ser uma grande maioria, o hábito, normalmente permitido pelos pais e responsáveis, é visto com preocupação por grande parte da população. Dados do mesmo estudo revelam que 56% dos brasileiros enxergam o uso excessivo de telas como prejudicial para a saúde das crianças. 

Até os dois anos de idade, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é evitar a exposição a telas completamente, uma vez que o período é crucial para a aquisição de habilidades motoras e cognitivas.

Segundo os órgãos de saúde, os principais malefícios do uso excessivo de telas são danos ao desenvolvimento neurológico, que pode causar atrasos na fala e na concentração. Além do sedentarismo, da obesidade infantil e da miopia precoce. Quando uma criança ou adolescente fica refém das telas, também costumam surgir problemas emocionais, como ansiedade, isolamento social, irritabilidade e dificuldade de autorregulação.