Estudo desafia a ideia de que ter filhos aumenta a felicidade
Pesquisa indica que bem-estar dos pais depende de fatores como apoio social, renda e divisão de responsabilidades
atualizado
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A crença de que ter filhos está diretamente ligado a níveis mais altos de felicidade foi colocada em xeque por um novo estudo internacional. A pesquisa aponta que a relação entre parentalidade e bem-estar é mais complexa do que se imaginava e pode variar bastante de acordo com o contexto de vida de cada pessoa.
De acordo com os pesquisadores da Universidade de Nicosia, no Chipre, ter filhos não garante, por si só, maior satisfação com a vida. Em muitos casos, fatores como estresse, sobrecarga e dificuldades financeiras podem impactar negativamente o bem-estar dos pais, especialmente quando não há uma rede de apoio sólida ou divisão equilibrada de tarefas.

O estudo foi realizado examinando dados coletados de mais de cinco mil pessoas de dez diferentes países. A pesquisa afirma revelar as verdadeiras consequências para o bem-estar de quem tem filhos.
Por outro lado, o estudo também mostra que a experiência pode ser positiva em contextos mais favoráveis. Pais que contam com estabilidade financeira, apoio familiar e políticas públicas de suporte tendem a relatar níveis mais altos de satisfação. Ou seja, a felicidade não está diretamente ligada à presença dos filhos, mas às condições em que essa parentalidade é vivida.
Os resultados reforçam a importância de olhar para a maternidade e a paternidade de forma mais realista, considerando desafios e responsabilidades. A pesquisa contribui para ampliar o debate sobre qualidade de vida, saúde mental e diferentes formas de construir felicidade ao longo da vida.














