Estudantes da zona rural exploram a mostra Constelações Contemporâneas
Alunos do CED Pipiripau II saem da rotina em Planaltina para viver imersão artística inédita na mostra Constelações Contemporâneas
atualizado
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Alunos do CED Pipripau II, de Planaltina, trocaram a rotina da sala de aula por uma imersão no universo das artes nesta quarta-feira (3/6). Pela manhã, cerca de 70 estudantes do sexto e sétimo ano visitaram a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, instalada no Teatro Nacional Claudio Santoro. À tarde, foi a vez de alunos de turmas do terceiro ano da escola viverem a experiência de sair da zona rural para conhecer os trabalhos dos artistas no centro de Brasília.
A mostra, realizada pelo Metrópoles Arte, apresenta mais de 200 obras criadas por 41 artistas e tem entrada gratuita para o público. Com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), a exposição segue aberta para visitação até 17 de julho. Os ingressos estão disponíveis. Retire o seu neste link.

Identidade e novos horizontes
Para a comunidade escolar, a visita representa uma oportunidade de expansão de horizontes e de valorização da identidade local. “É fundamental destacarmos que são alunos de zona rural. A arte vista lá é bem diferente das artes vistas dentro de um museu. É algo inovador, diferente”, disse Elde Batista, orientadora educacional da instituição.
A profissional reforçou que o aprendizado enriquece os jovens e os potencializa a buscar mais. “Eles são do campo, da zona rural, mas são Brasília, e estão conhecendo um pouquinho da beleza brasiliense, da histórias dos candangos, conhecendo e vendo um pouquinho deles próprios”, completou.


Primeiro contato com o Teatro Nacional
A oportunidade de pisar no Teatro Nacional pela primeira vez encantou os estudantes, que se conectaram diretamente com as obras expostas.
“Achei a exposição muito legal, uma boa experiência sair do colégio e viver uma nova experiência tendo o contato com a cultura de artistas do DF”, afirmou Sabrina da Silva, de 11 anos, aluna do 6º ano, que elogiou a organização do Tetaro, as plantas e o efeito das águas descendo pelo teto.
“Gostei de todas obras, mas amei as do artista André Santangelo, representando o céu de Brasília. Achei diferente como ele enxerga as estrelas”, completou a estudante, destacando a oportunidade de “sair da zona rural e vir paro o centro de Brasília e conhecer um pouquinho mais os trabalhos dos artistas”.

Um sonho compartilhado
Para outros estudantes, a imersão despertou sentimentos profundos de familiaridade e o desejo de compartilhar o momento com a família.
“A experiência está sendo um sonho. Um sonho incrível estar aqui. Foi como sentir uma experiência que eu queria sentir há muito tempo. É como se eu tivesse familiaridade com este lugar. É lindo. É a primeira vez que visito o Teatro Nacional”, relatou Murilo Bastos, de 12 anos, aluno do 7º ano.
Ele também elegeu seu trabalho preferido na mostra: “Meu artista preferido foi o Virgílio Neto, porque ele não retrata só as coisas belas, mas até as coisas sérias e, principalmente, a arte dele está nos detalhes”.

Oportunidade memorável
No período da tarde, cerca de mais 100 alunos do CED Pipiripau II viveram a experiência de imersão artística. Divididos entre turmas de 3° e 5° anos, os pequenos foram convidados a conhecer as mais de 200 obras espalhadas pelo Teatro Nacional.
De acordo com a professora Aline Eça, para crianças de comunidades rurais, o passeio começa antes mesmo de chegar à exposição. “Para eles, é um novo mundo. O nosso público é muito grato a tudo que é apresentado. Eles têm um olhar de brilho desde a entrada até o caminho com o ônibus, tudo vira festa”, complementou.
Além da experiência única, visitas como essa oferecem ganho pedagógico. “Costumamos realizar atividades após a aprendizagem, como o reconto de forma escrita ou em forma de desenho. Essa é uma maneira de reforçar a memória e de trabalhar a expressão dos alunos, tanto oral quanto escrita, garantindo esse retorno”, concluiu.
Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras de Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.
A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional



























