Erro em fertilização leva casal a encontrar pais biológicos da filha

Após troca de embriões em clínica, bebê nasceu sem vínculo genético com os pais

atualizado

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Tiffany Score e Steven Mills
1 de 1 Tiffany Score e Steven Mills - Foto: Reprodução

Um erro grave em um tratamento de fertilização assistida nos Estados Unidos levou um casal a viver uma situação inesperada: gerar e criar, desde o nascimento, uma bebê com quem não têm vínculo genético. Agora, eles afirmam ter conseguido identificar os verdadeiros pais biológicos da criança.

Tiffany Score e Steven Mills divulgaram um comunicado informando que testes recentes confirmaram a origem genética da filha. A declaração, obtida pela revista norte-americana People, marca um novo capítulo no caso, que ganhou repercussão após o casal acionar a Justiça no início do ano.

A ação aponta que, em abril de 2025, durante o procedimento em uma clínica de Orlando, na Flórida, houve a implantação equivocada de um embrião pertencente a outra paciente. Meses depois, nasceu Shea, hoje com quatro meses, sem relação biológica com os pais que a gestaram e acolheram desde o primeiro dia.

Ilustração coloridade de óvulo humano passando por intervenção científica com uma agulha injetada - Metrópoles
Outro ponto que ainda preocupa é o paradeiro dos embriões gerados pelo casal

Apesar da descoberta, o casal descreve o momento como agridoce. “Encerramos uma fase muito dolorosa, mas ainda restam muitas incertezas”, afirmaram. Entre elas, o destino dos próprios embriões, que permanecem sem localização confirmada.

Mesmo diante da possibilidade de uma separação futura, Tiffany e Steven destacam que o vínculo com a bebê é inabalável. “Nada muda o fato de que a amamos profundamente e sempre nos veremos como seus pais”, disseram.

Eles também reforçaram que irão manter em sigilo a identidade dos pais biológicos, respeitando a privacidade de todos os envolvidos.

Planos futuros

De acordo com o processo, o casal chegou a considerar a possibilidade de permanecer com a criança, mas reconhece que, do ponto de vista legal e ético, ela pode ser reunida à família genética, caso haja interesse e condições.

Outro ponto que ainda preocupa é o paradeiro dos embriões gerados pelo casal. O tratamento resultou em três embriões viáveis — um masculino e dois femininos — que foram congelados. Existe a suspeita de que um deles possa ter sido utilizado indevidamente.

O advogado da família, Jack Scarola, afirmou à revista que há registro de um embrião armazenado, mas ainda não foi possível confirmar se ele pertence de fato ao casal. Segundo ele, até agora, os pais biológicos de Shea não entraram com pedido de guarda.

Enquanto isso, o caso segue cercado de dúvidas — e de um vínculo afetivo que, independentemente da genética, já está estabelecido.

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