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Menopausa: o que muda no corpo e por que não significa o fim do prazer

Especialista explica impactos hormonais e reforça que é possível manter uma vida sexual ativa e saudável nessa fase

atualizado

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A menopausa marca o fim do ciclo reprodutivo, mas está longe de representar o fim da vida sexual. Pelo contrário: para muitas mulheres, esse período pode abrir espaço para uma nova relação com o próprio corpo, mais consciente e livre de tabus. Ainda assim, as transformações hormonais trazem mudanças que merecem atenção.

Caracterizada pela interrupção da menstruação, a menopausa ocorre devido à queda na produção de hormônios femininos. “Esse momento é oficialmente reconhecido quando a ausência contínua da menstruação se prolonga por 12 meses consecutivos. Tipicamente, ocorre entre os 45 e 55 anos de idade, marcando o fim da capacidade reprodutiva”, explica a ginecologista Loreta Canivilo.

A atividade sexual deve ser prazerosa em todas as etapas da vida

Entre ondas de calor, alterações de humor e mudanças no metabolismo, a sexualidade também passa por adaptações. Veja cinco das principais:

  • A lubrificação vaginal diminui, o que pode causar ressecamento e desconforto durante a relação. Isso acontece principalmente pela redução do estrogênio, hormônio essencial para a saúde dos tecidos vaginais.
  • A libido pode oscilar ou diminuir, influenciada tanto por fatores hormonais quanto emocionais. Estresse, autoestima e qualidade do sono também entram nessa equação.
  • A relação sexual pode se tornar dolorosa, especialmente quando há ressecamento e perda de elasticidade vaginal, tornando o momento menos confortável.
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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  • Há ainda o enfraquecimento do assoalho pélvico, estrutura muscular importante para o prazer sexual e o controle da região íntima.
  • Por fim, algumas mulheres relatam maior dificuldade para atingir o orgasmo, resultado de uma combinação de alterações físicas e questões emocionais que acompanham essa fase.

Apesar desse cenário, a especialista destaca que essas mudanças não devem ser encaradas como uma sentença. “A mulher não precisa ficar sofrendo e tendo uma péssima qualidade de vida por estar passando pela menopausa, tampouco evitar uma vida sexual ativa, pois esses sintomas e mudanças não são de fato necessários, mas são possíveis”, afirma Loreta.

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Brasileiro inicia vida sexual aos 18 anos e tem, em média, 10 parceiros na vida, indica pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
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O sexo é considerado uma atividade física
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A boa notícia é que existem caminhos para lidar com esses desafios. Tratamentos como reposição hormonal, fisioterapia pélvica e uso de lubrificantes ou cremes específicos podem fazer diferença significativa — sempre com orientação médica.

Mais do que adaptar o corpo, a menopausa também convida a ressignificar o prazer, defende a profissional. Com informação, acompanhamento e abertura para novas possibilidades, essa fase pode ser vivida com mais autonomia, conforto e qualidade de vida.

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