Bumbum da menopausa: entenda as mudanças no corpo e chega de culpa
Queda de estrogênio altera firmeza e volume do bumbum; especialista explica por que transformações são biológicas e naturais
atualizado
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Para muitas mulheres, a chegada da maturidade traz uma percepção incômoda: a de que o corpo parou de responder aos mesmos estímulos de antes. Um desses fenômenos, popularmente chamado de “bumbum da menopausa”, caracteriza-se pela perda de contorno, redução da firmeza e uma mudança na textura da pele da região glútea. Segundo especialistas, essas alterações não são reflexo de falta de cuidado, mas sim uma resposta direta às oscilações hormonais severas que marcam o fim do ciclo reprodutivo feminino.
Entenda
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Impacto hormonal: a queda drástica do estrogênio reduz a produção de colágeno, proteína essencial para a sustentação e elasticidade da pele.
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Redistribuição de gordura: o organismo passa a estocar gordura de forma diferente, o que altera o volume e o desenho natural dos glúteos.
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Evolução da celulite: os “furinhos” tornam-se mais evidentes e persistentes devido à perda de densidade dérmica e alterações circulatórias.
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Fator fisiológico: as mudanças fazem parte do envelhecimento natural, desmistificando a ideia de “falha pessoal” ou negligência com a rotina.

A jornada da pele: da adolescência à maturidade
A relação da mulher com o próprio corpo é mediada pelos hormônios desde cedo. O médico Chris Lima, especialista em harmonização glútea, explica que a celulite acompanha as fases da vida. Na adolescência, ela surge com o início do acúmulo de gordura periférica. Na fase adulta, torna-se cíclica, variando conforme o período menstrual, retenção de líquidos e uso de anticoncepcionais.
Contudo, é na menopausa que o cenário se torna mais desafiador. “Com a queda do estrogênio, o corpo perde colágeno, a pele fica menos firme e a distribuição de gordura muda. Isso impacta diretamente regiões como o glúteo, que perde sustentação e volume”, detalha o médico.
Mudanças estruturais e o fator gravidez
Durante a gestação, a retenção de líquidos e as alterações vasculares intensificam temporariamente o aspecto irregular da pele. No entanto, ao contrário do pós-parto, onde há uma tendência de recuperação, a menopausa estabelece um novo padrão fisiológico. A pele mais fina e a musculatura menos tonificada deixam a região com um aspecto mais flácido, o que tem elevado a busca por procedimentos estéticos regenerativos que visam repor esse volume perdido.

O fim do estigma e da autocrítica
Um dos maiores obstáculos enfrentados pelas mulheres nessa fase é a frustração de manter dietas e exercícios sem obter os mesmos resultados da juventude. O especialista reforça que a compreensão biológica do processo é o primeiro passo para a saúde mental e o bem-estar.
“Na menopausa, o corpo muda e isso não é falha pessoal. Quando a mulher entende o que está acontecendo, ela para de se culpar e passa a tomar decisões mais conscientes”, afirma o médico.
O foco, segundo Chris Lima, deve sair do controle rígido e migrar para o acolhimento das novas fases. “Não é sobre perder o controle do corpo, é sobre entender que ele está passando por uma nova etapa”, conclui, reiterando que a ciência hoje oferece recursos para suavizar esses efeitos de forma segura e natural.
