Dor no pé durante o treino pode ser sinal de joanete; saiba tratar
Deformidade no dedão do pé afeta o desempenho esportivo, mas novas técnicas cirúrgicas prometem recuperação rápida e menos dor
atualizado
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A busca por uma vida ativa pode ser interrompida por um incômodo persistente na base do hálux — o popular “dedão”. O que muitos atletas amadores confundem com um simples cansaço muscular pode, na verdade, ser o início de um joanete. A condição, que tende a se agravar com o impacto repetitivo dos exercícios e o uso de calçados inapropriados, deixa de ser apenas uma questão estética para se tornar um limitador da qualidade de vida e da performance esportiva.
Entenda
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Não é apenas um “ossinho”: o joanete é uma deformidade progressiva onde o dedão se inclina em direção aos outros dedos.
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Impacto do treino: o esforço repetitivo e o uso de tênis inadequados aceleram o desgaste e a dor na região.
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Tratamento conservador: em estágios iniciais, ajustes em calçados e o uso de palmilhas podem controlar os sintomas.
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Avanço cirúrgico: para casos graves, a cirurgia minimamente invasiva é a solução definitiva com pós-operatório mais simples.
Segundo o ortopedista Gustavo Nunes, a percepção do paciente geralmente começa com um desconforto leve que, se negligenciado, evolui para um quadro inflamatório. “É importante destacar que o joanete não é apenas uma protuberância na região do dedão, e sim uma deformidade estrutural na qual o dedo vai entortando gradualmente”, explica o especialista.
Segundo o médico, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a mesa de cirurgia. Em quadros leves, a intervenção foca no manejo mecânico. O uso de palmilhas personalizadas e a escolha de calçados com a “caixa” frontal mais larga — que não pressionem a articulação — são as primeiras linhas de defesa para conter o avanço da deformidade e eliminar a dor durante a corrida ou caminhada.
No entanto, quando a deformidade atinge níveis moderados ou graves, as medidas paliativas perdem a eficácia. “Nesses casos, a solução definitiva é a cirurgia”, afirma Gustavo. A boa notícia para os esportistas é a evolução da medicina na área. Atualmente, técnicas minimamente invasivas permitem correções precisas com traumas teciduais reduzidos.

Diferente das cirurgias convencionais do passado, esses procedimentos modernos proporcionam uma recuperação significativamente mais rápida e um nível de dor pós-operatória muito menor, permitindo que o paciente retorne às suas atividades habituais e aos treinos em um período mais curto.








