Constelações Contemporâneas recebe visita de alunos de Sobradinho
Estudantes conhecem a exposição Constelações Contemporâneas e têm contato inédito com a arte e o espaço cultural de Brasília

Alunos do Centro de Ensino Médio 02 de Sobradinho conheceram, nessa quinta-feira (11/6), a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília. A mostra gratuita é realizada pelo Metrópoles Arte, tem o apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) e fica em cartaz no Teatro Nacional Claudio Santoro até 17 de julho.
A retirada de ingressos para visitação pode ser feita clicando neste link.
A atividade cultural ocorreu nos turnos matutino e vespertino, reunindo jovens do ensino médio que demonstraram curiosidade e interagiram com os mediadores. Para muitos, a visita representou o primeiro contato direto com o centro da capital e com as produções de artistas locais.
Entenda
- Mobilização dos estudantes: a visitação foi dividida entre dois turnos, contabilizando a participação de 50 alunos no período da manhã e cerca de 55 estudantes durante a tarde.
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Inclusão e diversidade de origens: a comunidade atendida engloba jovens que residem em áreas rurais, condomínios e também na Fercal, tornando a oportunidade uma experiência significativa.
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Impacto do primeiro contato: a ida ao espaço cultural marcou a primeira vez de alguns alunos no Teatro Nacional e no centro de Brasília. Os estudantes elogiaram a beleza e a composição da estrutura do teatro com as obras, destacando a importância de vivenciar o ambiente e de aprender a cuidar desses locais.
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Representatividade e reflexão sobre a arte: os jovens avaliaram a complexidade das obras expostas, notando que as criações abstratas exigem imaginação. As produções que abordam a temática da negritude geraram forte sentimento de representatividade, além de despertarem a consciência de que a arte nasce em todos os cantos, valorizando os artistas locais.
A relevância para a formação acadêmica
A oportunidade de sair da rotina escolar e explorar o patrimônio cultural do Distrito Federal foi celebrada pelo corpo docente. Rivania Amaro de Lira, professora do atendimento educacional especializado na sala de recursos, enfatizou o valor do passeio.
“A importância é extrema para a nossa comunidade. Conhecerem o Teatro Nacional já é uma experiência incrível, vir a Brasília para eles é algo que está acontecendo pela primeira vez na vida de alguns. E ainda ter contato com os artistas de Brasília, poder ver a arte de perto, poder visualizar, fazer as imagens. A gente entende que vai contribuir muito para a formação acadêmica dos nossos estudantes.”



Relação com os conteúdos ministrados em sala de aula
Para a professora Júlia Porto, proporcionar aos estudantes da rede pública o acesso a espaços culturais, como o Teatro Nacional, é uma forma de ampliar horizontes e democratizar o contato com a arte.
Segundo ela, muitos alunos nunca haviam visitado uma exposição ou entrado em um teatro antes da atividade escolar. “Antes de entrarmos, perguntei quem já tinha vindo a uma exposição. Para quase metade da turma, era a primeira vez”, conta.
A educadora destaca que a escola, muitas vezes, é a principal porta de entrada para esse universo, oferecendo oportunidades que nem sempre fazem parte da realidade dos jovens fora do ambiente escolar.
Ela também ressalta que a visita dialoga diretamente com os conteúdos trabalhados em sala de aula. De acordo com Júlia, os livros didáticos abordam cada vez mais artistas brasileiros e valorizam a diversidade da produção cultural. “No primeiro ano, por exemplo, trabalhamos arte contemporânea. Então, a exposição se relaciona completamente com o que eles estudam.”
Visão dos estudantes sobre a mostra
Para os jovens que integraram a visita, a experiência trouxe diferentes perspectivas sobre o universo cultural. A aluna do terceiro ano, Yasmin Souza Santos, que nunca havia estado no teatro antes, achou o passeio “bem legal”.
Ela também elogiou os espaços e a composição arquitetônica com as obras, mencionando que gosta de passear no centro de Brasília por achar as coisas diferentes.

Já o estudante do segundo ano, André Victor, analisou a complexidade das peças artísticas expostas.
“Eu estou gostando … a arte é um negócio bem complexo, né? Então, por exemplo, eu olhei as constelações e gostei, mas outras não entendi, algumas muito abstratas que exigem muita imaginação.”
O jovem ressaltou que os quadros falando sobre negritude foram os que mais chamaram sua atenção por se sentir representado. Para ele, o momento é fundamental para que as pessoas conheçam as produções locais.
“A importância é porque a gente tem que saber que a arte ela vem de todos os cantos, né? Ainda mais de onde a gente nasceu. Porque muitas vezes a gente só vê as pessoas do exterior ou de lugares fora da nossa bolha”, concluiu.

A estudante Sofia Costa, que se mudou recentemente de Minas Gerais para Brasília, se encantou com a visita à exposição. Para ela, a experiência foi marcada pela beleza dos ambientes e pela integração entre arte e natureza.
“Está tudo muito lindo. Adorei as plantas, essa água aqui em cima da gente… acho tudo muito bonito”, comentou.
Embora já tenha visitado alguns museus e exposições, Sofia afirma que a mostra no Teatro Nacional foi diferente das demais. “Igual a essa daqui, acho que não. Foi a exposição mais bonita em que já estive.”
Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras de Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 de maio a 17 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita

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