Constelações Contemporâneas: alunos da EC 413 Sul visitam mostra
Alunos da EC 413 Sul participaram de atividade cultural nessa sexta-feira (26/6); evento visa conectar aprendizado à produção local

Estudantes do 1º ao 5º ano da Escola Classe (EC) 413 Sul visitaram, nessa sexta-feira (26/6), a mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro. O evento visa conectar o aprendizado teórico à produção cultural local.

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Ver todasA atividade externa, promovida pelo Metrópoles Arte com apoio da Secretaria de Turismo do DF (Setur-DF), levou os jovens para fora da rotina escolar tradicional por meio de uma visita guiada por professores e monitores, permitindo a observação prática das obras de 41 artistas do DF.
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A iniciativa busca expandir o repertório dos alunos, que residem em diversas regiões do DF, como São Sebastião, Jardim Botânico e Recanto das Emas. O contato direto com as artes plásticas fortalece o desenvolvimento cognitivo e social infantojuvenil.
Além disso, a vivência prática no Teatro Nacional funciona como estímulo pedagógico, preparando as crianças para uma exposição própria que a escola planeja realizar no mês de setembro.

Imersão cultural na visita da manhã
Para os estudantes que participaram da atividade no turno matutino, a experiência foi uma oportunidade de vivenciar a arte além dos livros didáticos. Luna Figueiredo, de 9 anos, expressou entusiasmo com a variedade de obras e cores da exposição.
“Achei o máximo porque tem várias coisas coloridas e diferentes. É muito legal para dar uma variada, porque às vezes a gente enjoa de ficar só na sala de aula fazendo matemática, português e ciências”, relatou a estudante, que elegeu a arte como sua matéria favorita e prometeu retornar ao espaço acompanhada da mãe.

De acordo com a professora Ananda Palacin, o perfil dos alunos da instituição favorece essa imersão, já que eles cumprem jornada integral e frequentam a Escola Parque no contraturno, onde praticam dança, teatro e artes visuais.
“São crianças que já vêm com um olhar um pouquinho diferente e sabem como se comportar em uma exposição. Trazer esses diferentes contextos contribui diretamente para as percepções deles e para o processo de alfabetização”, explicou a educadora, destacando a diversidade do público, que engloba moradores de áreas urbanas e rurais do DF.

A proximidade com as obras de criadores locais também serve como inspiração direta para o futuro dos jovens cidadãos. Como muitos já participam de atividades artísticas e conhecem os palcos da capital, a exposição reforça a confiança de que eles também podem ocupar grandes espaços culturais.
A expectativa em torno da produção autoral é alta, servindo de base para o projeto escolar que culminará na mostra dos próprios trabalhos dos alunos, agendada para setembro na EC 413 Sul.
Turno vespertino
Cerca de 80 alunos do 1º ao 5º ano participaram da visita no período da tarde. Para Nathaly Machado, professora do 2º ano, o acesso à arte e a espaços culturais é essencial para ampliar o repertório das crianças e aproximá-las da própria cultura.
“Eles vão começar a se apropriar da nossa cultura. Muitos não conhecem, não têm contato com a arte diariamente. Então, é muito legal essa oportunidade de conseguirem vir. Às vezes, é a única oportunidade que vão ter na vida”, afirmou.

A educadora também destacou a relação entre a visita e os conteúdos trabalhados em sala de aula, especialmente sobre a história de Brasília. “A gente fala sobre a história de Brasília e, como o teatro ficou muito tempo fechado, é importante que eles vejam que agora ele está funcionando e sendo um espaço para a arte”, explicou.
Segundo Nathaly, a experiência ainda estimula a criatividade dos alunos. “É bem legal ver eles se manifestando nessa questão cultural e se identificando com a arte.”
Inspiração para os alunos
Entre os alunos, a visita também despertou inspiração e encantamento. Olívia da Silva, de 8 anos, contou que já havia visitado outras exposições de arte, mas conheceu o Teatro Nacional pela primeira vez.
“Gostei muito. O que eu mais gostei foram as obras, porque me inspiraram bastante”, disse.
Segundo a aluna, a experiência já refletiu até em sua criatividade. “Hoje mesmo fiz uma arte usando minhas mini borrachinhas de frutas”, contou.

Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras de Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.
A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.




































