Pegação: um guia para sair da seca ainda em 2019

Dados mostram que 1/3 dos moradores do DF são solteiros. Especialista dá dicas a quem está cansado desse status e está em busca de alguém

atualizado 16/11/2019 11:15

Mike Sena/Esp, Metrópoles

No meio da contagem regressiva ou enquanto os fogos de artifício colorem o céu. Para muita gente, o clima geral de renovação, típico da virada do ano, é ideal para estabelecer metas e resoluções pessoais. Mesmo que não esteja no rol das prioridades, um aspecto que costuma marcar presença na lista é o afetivo. No entanto, a dois meses do Ano Novo, os planos de encontrar um amor podem ter permanecido do fundo da gaveta.

Apesar de não haver pesquisas que revelem o percentual de relacionamentos sérios, que não estejam, necessariamente, inseridos em um casamento, alguns números sugerem um alto número de solteiros na capital federal, sobretudo entre os mais jovens.

Segundo dados da Codeplan, ao menos 37,40% dos moradores do Plano Piloto são solteiros. Os casados no civil e religioso representam 34,33% do total.

Um levantamento feito pelo Happn, aplicativo com 5,4 milhões de cadastros no Brasil, revelou que Brasília é a terceira cidade brasileira com mais downloads no aplicativo. Parece que há muita gente procurando um amor.

À procura

André Di Carlo (foto em destaque), 26 anos, terminou um namoro em agosto deste ano. Chegou a se relacionar outras vezes, sem sucesso, e desde outubro está com o coração aberto para novos pretendentes. Mas, apesar da quantidade de solteiros no DF, a busca não tem sido fácil.

“Tenho tentado sair bastante e conhecer pessoas novas. Já instalei o Tinder algumas vezes, mas acho difícil manter a química depois do primeiro encontro”, desabafa.

Mike Sena/Esp. Metrópoles
Solteiro desde agosto, o enfermeiro André Di Carlo ainda acha possível encontrar um amor em 2019. Ele gosta do perfil dos brasilienses, que acredita ser mais reservado

A dificuldade é compartilhada pela brasiliense Thaís Moura, de 25 anos. Solteira há mais de um ano, ela afirma que as “opções estão cada vez piores”.

“Já instalei aplicativos de namoro umas três vezes. Tive experiências boas e ruins. O problema é que, hoje, os homens estão procurando mais sexo casual, amizades coloridas”, declarou. Mesmo nutrindo a esperança de encontrar um relacionamento que valha a pena, a falta de êxito não desestabiliza a cabeleireira. “Pelo menos tenho liberdade de fazer o que eu quiser, sem dar satisfação a ninguém”.

Ainda dá tempo

Quem ainda está na missão de encontrar um namorado(a) em 2019 pode ficar otimista. Segundo a coaching de relacionamento Luiza Vono, “dois meses é tempo suficiente pra sair da seca”.

Moradora do DF, ela trabalha ministrando cursos presenciais e online para ajudar pessoas a saírem do zero a zero.  A consultoria tem conquistado novos alunos em Brasília e no mundo. “É um assunto que interessa a muita gente. Atualmente, tenho alunas em Brasília, Buenos Aires, Portugal…”.

Com o lema de que “o amor não é sorte, mas estratégia”, ela dá dicas valiosas a quem está a fim de companhia.

“O que acontece é que, muitas vezes, não estamos fazendo nada – ou fazendo pouco, do jeito errado. As mulheres heterossexuais, por exemplo, aprenderam que o primeiro contato e até a dedicação a uma relação que acaba de surgir é obrigação do homem: puxar assunto, mandar mensagem e ligar no dia seguinte… A verdade é que, a partir do momento que nos mostramos disponíveis, as coisas começam a acontecer”, pontuou.

Dicas

Luiza elenca 5 dicas para sair da inércia afetiva:

Puxe assunto
Muita gente não cultiva o hábito de puxar conversa e acaba perdendo oportunidades de conhecer gente nova. E não só quando estiver interessado em alguém. Pessoas comunicativas costumam atrair mais, além de demonstrarem disposição em conhecer e se relacionar. “Dizer bom dia, falar sobre o contexto – elevador, trânsito, clima. Quando você se abre, dá espaço para as coisas acontecerem”, explica Luiza.

Aproveite a “magia do Natal”
O clima de fraternidade trazido pelas comemorações natalinas e de Ano-Novo também pode ajudar na paquera. “É um momento em que as pessoas se encontram mais abertas, dispostas e costumam desejar e receber votos de Natal. Iniciar um assunto nessas circunstâncias pode ser mais fácil.”

Outra dica é marcar presença em confraternizações de final de ano, inclusive de amigos próximos. A ideia é unir o útil ao agradável. “Ampliar os horizontes e os círculos de amizade nesse período festivo pode aumentar, e muito, as chances de conhecer alguém legal”.

Peça favores e faça elogios
Segundo a especialista, uma tática que costuma funcionar para os mais tímidos é pedir pequenos favores. A possibilidade de a pessoa ser solícita é grande e, a partir daí, desenrolar o papo pode ser mais fácil.

“Para soar natural, sugiro que a pessoa incorpore à atitude a sua vida. Quando você pede algo, as pessoas se abrem. Pode ser ajuda para abrir uma garrafa, para pedir uma informação”, sugere.

O mesmo acontece com o elogio. Se verdadeiro, soará natural e chamará atenção. “As pessoas não percebem mais umas às outras, nós também somos assim. Precisamos ser notados. Quebrando essa barreira, as coisas acontecem naturalmente. Acrescente ao pedido ou ao elogio um sorriso confiante. Não há como manter o gelo.”

Para os mais tímidos, Luiza aconselha o “elogio diferenciado”. “Você passa, diz ‘poxa, que sorriso radiante’ e segue a vida. Deixa a pessoa reflexiva e anula as possibilidades de rejeição”, ensina.

Saia sozinho (a) e esqueça o celular
Sentar no balcão desacompanhado(a), pedir um drinque e observar o movimento do bar também pode ser uma forma de demonstrar disponibilidade e dar espaço para as pessoas se aproximarem.

Nessas ocasiões, Luiza sugere abandonar o celular. “Quem quer atrair, precisa demonstrar abertura. A dica é deixar essa muleta de lado, observar o movimento, conversar com o garçom… Além de aproveitar a própria companhia, e se perceber. Pode ser empoderador”, orienta.

Saiba o que está acontecendo na cidade
Parece óbvio, mas muita gente cai no piloto automático na hora de escolher aonde ir e acaba vendo sempre as mesmas pessoas. Por isso, a coaching de relacionamento recomenda atentar-se à agenda cultural e buscar novas opções de lazer na cidade.

“O próprio Metrópoles tem uma agenda bem completa. Sugiro que quem está na missão de encontrar alguém compareça a festivais gastronômicos, feiras de cervejas artesanais, exposições e eventos gratuitos”, diz.

Usar o Google para procurar agitos e locais que reúnam pessoas com interesses em comum também é uma ótima maneira de descobrir novas preferências e pessoas alinhadas a elas. “Se você gosta de animais, procure por abrigos e grupos de voluntários. Além de fazer uma boa ação, você certamente vai encontrar pessoas com quem terá afinidade”, diz.

Mapa da mina

Não sabe pra onde ir? O Metrópoles preparou um roteiro com oito lugares badalados que são considerados point de paquera. Confira:

 

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O céu também está pra peixe

Ainda não se convenceu de que é possível mudar o status  em 2019? Saiba que, a depender dos astros, o fim do ano deve “dar bom” para muitos signos do zodíaco. Segundo a astróloga Flávia Dias, há uma série de eventos celestes que podem influenciar, positivamente, o jogo da conquista.

“Vênus, planeta que rege os relacionamentos, terá aspectos favoráveis no céu, especialmente entre o final de novembro e início de dezembro. Entre os dias 20 de novembro e 1º de dezembro, Vênus estará juntinho de Júpiter, o que deixa as pessoas mais abertas, otimistas e felizes, facilitando os contatos sociais”, explica.

Entre a última semana de novembro e o dia 20 de dezembro, o movimento de Capricórnio privilegia quem deseja um relacionamento sério e duradouro. “Esse planeta ainda faz um trígono com Urano no dia 28 deste mês, o que pode atrair romances com pessoas fora do comum”, alerta.

“Lá pelos dias 11 e 13 de dezembro, Vênus encontra com Saturno e Plutão, o que pode fortalecer as relações iniciadas no final de novembro. O que for sério se estrutura e as emoções ganham força”, finaliza Flávia.

Aos trabalhos?

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