Como chás ajudam a aliviar a dor de cabeça? Especialista explica
No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, farmacêutico aponta as propriedades de ervas que auxiliam no relaxamento e bem-estar
atualizado
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Entenda
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Função das ervas: algumas plantas possuem propriedades calmantes, digestivas ou relaxantes que ajudam em quadros leves associados ao estresse e à tensão, mas o chá não substitui tratamento médico.
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Importância da hidratação: muitas dores de cabeça leves são causadas pela desidratação e pela baixa ingestão de água; o consumo de líquidos quentes ajuda a aumentar a hidratação e o conforto corporal.
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Ação de variedades específicas: a camomila e a erva-cidreira combatem a tensão emocional, a hortelã promove frescor muscular na região facial e o gengibre auxilia quando há desconforto digestivo associado.
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Sinais de alerta importantes: o uso de chás exige cautela e orientação profissional. Dores intensas, frequentes ou acompanhadas de febre, alterações visuais, dormência, dificuldade na fala ou vômitos exigem investigação médica.
“É importante entender que o chá não substitui tratamento médco, principalmente em dores intensas, frequentes ou associadas a sintomas neurológicos. Mas algumas ervas possuem propriedades calmantes, digestivas ou relaxantes que podem ajudar em quadros leves relacionados ao estresse e à tensão”, explica o especialista Jamar Tejada.
Entre as opções mais conhecidas está a camomila. “A camomila é muito associada ao relaxamento corporal e mental. Muitas dores de cabeça leves têm relação direta com tensão emocional, ansiedade e dificuldade de desacelerar”, afirma o farmacêutico.
Segundo ele, criar um ritual de pausa com bebidas quentes também contribui para diminuir o estado de alerta do cérebro.

Outra erva bastante utilizada é a hortelã, associada à sensação de frescor e ao relaxamento muscular, principalmente na região facial.
“A hortelã promove sensação refrescante e pode trazer alívio subjetivo em casos de tensão na cabeça e sensação de peso facial”, explica Tejada, destacando que o aroma da planta também participa da experiência sensorial ligada ao relaxamento.

Para os momentos de estresse, a erva-cidreira e a melissa surgem como opções para quem relata dores causadas por tensão emocional. “Elas são tradicionalmente usadas em momentos de ansiedade, irritabilidade e dificuldade para dormir, fatores que frequentemente participam do surgimento da cefaleia”, afirma o farmacêutico homeopata.
Conforme o especialista, o sono inadequado e o excesso de estímulos são dois dos principais gatilhos modernos para dores de cabeça recorrentes.

Já o gengibre atua em desconfortos associados, sendo lembrado por seu potencial digestivo e sensação de aquecimento.
“Algumas pessoas relatam melhora principalmente quando a dor de cabeça vem acompanhada de náusea ou desconforto digestivo. O gengibre é muito utilizado tradicionalmente nessas situações”, detalha Jamar Tejada.

O farmacêutico lembra ainda que muitas dores leves decorrem da desidratação. “Muitas vezes o problema não é apenas tensão, mas desidratação. O consumo de líquidos quentes também ajuda a aumentar hidratação e conforto corporal”, destaca.
Apesar do uso popular, o especialista faz um alerta rígido: dores intensas, frequentes ou associadas a sintomas neurológicos precisam de investigação médica. Os sinais de alerta incluem dor súbita e muito intensa, febre, alterações visuais, dormência, dificuldade na fala, vômitos persistentes, desmaios e dores frequentes que pioram progressivamente. “Natural não significa ausência de risco. Algumas ervas podem interagir com medicamentos ou não ser indicadas para determinadas pessoas. Por isso, orientação profissional é sempre importante”, finaliza Jamar Tejada.
