Cerveja no corpo: os efeitos “invisíveis” que quase ninguém percebe

Sem sintomas, a cerveja pode afetar o coração. Veja os riscos silenciosos explicados por cardiologista

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Ilustração colorida de esqueleto com coração e vasos sanguíneos em evidência - Metrópoles
1 de 1 Ilustração colorida de esqueleto com coração e vasos sanguíneos em evidência - Metrópoles - Foto: Getty Images

Você pode não sentir nada. Nenhuma dor, nenhum sintoma evidente. Ainda assim, o seu coração pode estar sendo afetado. O consumo regular de cerveja está associado a uma série de alterações silenciosas no sistema cardiovascular — mudanças que evoluem de forma discreta e só costumam aparecer quando o quadro já está mais avançado.

Segundo o cardiologista João Poeys Júnior, do Hospital DF Star, o principal risco está justamente na ausência de sinais iniciais.

“O efeito direto do álcool no coração aumenta o risco de arritmias, que podem ser assintomáticas, e da dilatação do coração, que normalmente só manifesta sintomas em estágio avançado.”

Essa progressão silenciosa é o que torna o problema ainda mais perigoso. Muitas pessoas seguem consumindo a bebida sem perceber que o organismo já está sob impacto.

Além das alterações estruturais no coração, o álcool interfere em diversos marcadores metabólicos ligados ao risco cardiovascular. O aumento dos triglicerídeos e do HDL-colesterol impactam na elevação da pressão arterial e esteatose hepática, fatores esses que favorecem o surgimento de placas de gordura nas artérias do coração.

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Alguns famosos medicamentos são comercializados legalmente e sem a necessidade da retenção de receita. No entanto, não significa que sejam seguros ou eficazes. Pessoas com comorbidades, como hipertensão, diabetes ou hepatite A, alergias ou que tomam outras medicações podem ter sérios problemas, mesmo com os emagrecedores mais “naturais”
Por isso, só devem ser consumidos quando há indicação médica. Entre os riscos do uso indiscriminado estão dependência química, efeito sanfona e alterações gastrointestinais, cardíacas e renais
A maioria desses remédios age em receptores cerebrais, reduzindo o apetite e aumentando a saciedade. Alguns também agem como diuréticos, auxiliando na eliminação de líquidos corporais
Especialistas alertam que, além de chás e ervas não funcionarem no emagrecimento, as substâncias podem ser tóxicas para o fígado e para os rins, que são os dois órgãos do corpo responsáveis pela metabolização e excreção de substâncias e medicamentos
Os diuréticos são medicamentos que causam aumento do volume de urina e perda urinária de eletrólitos como: potássio, sódio e magnésio, além de água. Quando consumidos em excesso causam desidratação, reduzem a pressão arterial e podem causar arritmias cardíacas
A utilização de remédios, chás para emagrecer e diuréticos sem prescrição médica pode ocasionar efeitos colaterais e gerar consequências irreversíveis e, até mesmo, fatais
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A utilização de remédios, chás para emagrecer e diuréticos sem prescrição médica pode ocasionar efeitos colaterais e gerar consequências irreversíveis e, até mesmo, fatais

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Alguns famosos medicamentos são comercializados legalmente e sem a necessidade da retenção de receita. No entanto, não significa que sejam seguros ou eficazes. Pessoas com comorbidades, como hipertensão, diabetes ou hepatite A, alergias ou que tomam outras medicações podem ter sérios problemas, mesmo com os emagrecedores mais “naturais”
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Alguns famosos medicamentos são comercializados legalmente e sem a necessidade da retenção de receita. No entanto, não significa que sejam seguros ou eficazes. Pessoas com comorbidades, como hipertensão, diabetes ou hepatite A, alergias ou que tomam outras medicações podem ter sérios problemas, mesmo com os emagrecedores mais “naturais”

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Por isso, só devem ser consumidos quando há indicação médica. Entre os riscos do uso indiscriminado estão dependência química, efeito sanfona e alterações gastrointestinais, cardíacas e renais
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Por isso, só devem ser consumidos quando há indicação médica. Entre os riscos do uso indiscriminado estão dependência química, efeito sanfona e alterações gastrointestinais, cardíacas e renais

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A maioria desses remédios age em receptores cerebrais, reduzindo o apetite e aumentando a saciedade. Alguns também agem como diuréticos, auxiliando na eliminação de líquidos corporais
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A maioria desses remédios age em receptores cerebrais, reduzindo o apetite e aumentando a saciedade. Alguns também agem como diuréticos, auxiliando na eliminação de líquidos corporais

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Especialistas alertam que, além de chás e ervas não funcionarem no emagrecimento, as substâncias podem ser tóxicas para o fígado e para os rins, que são os dois órgãos do corpo responsáveis pela metabolização e excreção de substâncias e medicamentos
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Especialistas alertam que, além de chás e ervas não funcionarem no emagrecimento, as substâncias podem ser tóxicas para o fígado e para os rins, que são os dois órgãos do corpo responsáveis pela metabolização e excreção de substâncias e medicamentos

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Os diuréticos são medicamentos que causam aumento do volume de urina e perda urinária de eletrólitos como: potássio, sódio e magnésio, além de água. Quando consumidos em excesso causam desidratação, reduzem a pressão arterial e podem causar arritmias cardíacas
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Os diuréticos são medicamentos que causam aumento do volume de urina e perda urinária de eletrólitos como: potássio, sódio e magnésio, além de água. Quando consumidos em excesso causam desidratação, reduzem a pressão arterial e podem causar arritmias cardíacas

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O consumo de alguns chás pode favorecer o alívio dos sintomas de ansiedade.
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O consumo de alguns chás pode favorecer o alívio dos sintomas de ansiedade.

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Durante o processo de emagrecimento é preciso mudar o estilo de vida e os hábitos. Por isso, é importante ser orientado por especialistas de educação física, endocrinologistas e nutricionistas
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Durante o processo de emagrecimento é preciso mudar o estilo de vida e os hábitos. Por isso, é importante ser orientado por especialistas de educação física, endocrinologistas e nutricionistas

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Um dos pontos que mais chama atenção hoje na comunidade médica é a revisão do conceito de consumo “seguro”. A ideia de que pequenas quantidades poderiam proteger o coração vem sendo cada vez mais contestada.

Segundo o cardiologista, não há evidências robustas para determinar um nível seguro de consumo de cerveja ou de qualquer outra bebida alcoólica. Com o uso frequente — especialmente em maior volume — o corpo passa a ativar mecanismos que elevam ainda mais o risco, mesmo que o paciente não perceba.

“O consumo crônico e elevado de cerveja pode ativar sistemas como o nervoso simpático e o sistema renina-angiotensina-aldosterona, elevando a pressão arterial.”

Essas alterações vêm acompanhadas de outros efeitos que contribuem para a sobrecarga do sistema cardiovascular. Como a retenção de sódio e água, a disfunção endotelial e o ganho de peso. Outro fator que pode enganar é a interpretação de exames e sinais momentâneos do corpo. Em alguns casos, o consumo de cerveja pode dar a falsa impressão de benefício.

 

Imagem mostra dois homens desfocados ao fundo conversando e bebendo cerveja em um bar. Metrópoles
O efeito direto do álcool no coração aumenta o risco de arritmias, que podem ser assintomáticas

“O consumo crônico de cerveja, mesmo em doses baixas ou moderadas, pode aumentar o HDL-colesterol e gerar uma falsa impressão de efeito cardioprotetor”, explica João Poeys. Essa percepção equivocada pode atrasar mudanças de hábito e mascarar riscos reais. Durante o consumo, também pode ocorrer queda de pressão, o que passa uma sensação momentânea de benefício.

Na prática, porém, o efeito é oposto no longo prazo, principalmente em relação ao ritmo cardíaco. Ainda segundo o cardiologista, a cerveja aumenta o risco de arritmias cardíacas, principalmente a fibrilação atrial, responsável por cerca de 25% dos casos de AVC isquêmicos.

Com o tempo, esse conjunto de alterações silenciosas tende a se somar a outros fatores de risco comuns no dia a dia. “Muitos desses pacientes são sedentários e têm obesidade visceral, aumentando o risco de alterações no colesterol, glicose e gordura no fígado.”

Esse cenário amplia significativamente a chance de eventos graves.

“Fatores como hipertensão, obesidade, sedentarismo, dislipidemia, diabetes e esteatose hepática elevam o risco de infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca.”

Entre pessoas mais velhas, o impacto pode ser ainda mais preocupante, pois os idosos geralmente têm outras comorbidades e fazem uso de medicações contínuas, o que aumenta o risco de complicações. Além disso, há interações perigosas com medicamentos.

 

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Com o tempo, o conjunto de alterações silenciosas tende a se somar a outros fatores de risco comuns no dia a dia

O uso de anticoagulantes associado ao consumo crônico de álcool eleva o risco de sangramentos graves. E o risco de arritmias também tende a ter consequências mais severas nessa faixa etária. “A fibrilação atrial pode surgir com o consumo de cerveja e costuma ter prognóstico pior em pessoas idosas”, finaliza o cardiologista.

Conclusão — o perigo que não dá sinais

Sem sintomas claros, sem alertas imediatos, os efeitos da cerveja no coração avançam de forma silenciosa. Quando aparecem, muitas vezes já estão associados a quadros graves, como infarto, AVC ou insuficiência cardíaca. O que a ciência mostra hoje é um alerta direto: mais do que a quantidade em um único dia, é a repetição ao longo do tempo que constrói esse risco invisível.

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