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Bruno Gagliasso está pagando por ter atacado o youtuber Júlio Cocielo sobre declarações racistas sobre o jogador francês Mbappé, dizendo que ele faria “uns arrastão top na praia” nas redes sociais. Depois de promover uma campanha na internet contra o influenciador e cobrar das marcas que deixem de patrociná-lo, fãs de Cocielo resgataram tuítes antigos do ator de conteúdo homofóbico. Quem está sendo abandonado pelos patrocinadores, agora, é Bruno. Depois de notas de repúdio do Itaú sobre a atitude do ator, mais um contrato parece ter se desfeito em decorrência de seu comportamento.

“Temos que cobrar posicionamento das marcas que o patrocinam, é claro. Mas são os outros famosos que ainda o seguem e, principalmente, as pessoas comuns, anônimas, que verdadeiramente me preocupam. Apoiar uma pessoa racista é ser conivente, sim”, publicou o ator em seu perfil no Instagram, sobre os comentários preconceituosos do youtuber.

Seguidores de Cocielo, no entanto, reviraram seu perfil no Twitter e resgataram uma publicação, de 2009, em que ele faz piada zombando de homossexuais.

“Papai Noel é ‘boiola’ porque vive com o saco na mão, anda com um monte de ‘viado’ e sempre aparece na noite de dia 24”, escreveu ele no microblog.

Depois da história vir à tona, a Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou um comunicado à imprensa anunciando que Bruno não será mais garoto propaganda da campanha municipal contra a LGBTfobia. A nota afirma que a escolha do ator para a campanha foi feira pela gestão anterior da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, e que a atual chefia decidiu descontinuar a campanha para “priorizar trabalhos sociais de apoio aos vulneráveis”, e que, para isso, “aposta em militantes ativistas para dar visibilidade à causa”.

Confira a nota na íntegra:

“A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual ( CEDS Rio), vem a público esclarecer que à campanha contra LGBTfobia que circula na internet, na qual o garoto-propaganda é a ator Bruno Gagliasso, foi produzida pela gestão anterior. O ator está sendo acusado de homofobia e lesbofobia por mensagens postadas no Twitter.

A campanha fez parte do show Rio Sem Preconceito, no ano de 2015, em que foram gastos quase 2 milhões de reais para promover a festa. A atual gestão da CEDS Rio descontinuou o show Rio Sem Preconceito para priorizar os trabalhos sociais de apoio aos vulneráveis e, aposta, em militantes e ativistas para trazer visibilidade para a causa LGBTI.

Só quero lembrar a população carioca que este evento de premiação Rio sem Preconceito custou quase 2 milhões de reais aos cofres públicos. Quanto ao resto, há pessoas mais competentes, como: ativistas e militantes”.