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Após uma piada preconceituosa com o jogador Mbappé, antigos tweets racistas do youtuber Júlio Cocielo foram descobertos por internautas, causando uma debandada de patrocinadores do canal do artista. O famoso Bruno Gagliasso foi para o ataque e pediu boicote aos vídeos do rapaz, mas os seguidores do ator também encontraram mensagens do global com teor preconceituoso.

Alguns textos compartilhados pelo marido de Giovanna Ewbank no Twitter têm caráter homofóbico. Tanto no caso de Júlio como no de Bruno, as publicações são antigas, mas foram desenterradas nesta semana. O que alguns internautas estão questionando é a posição do ator, considerada hipócrita por muitos.

Em texto no Instagram, Gagliasso escreveu:

“Precisamos, é claro, cobrar as marcas, mas também precisamos chamar atenção dos outros famosos que seguem/dão like/fazem parceria com essas pessoas racistas, machistas, LGBTfóbicas e gordofóbicas. É obrigação de todos nós CONSTRANGER e vigiar nosso círculo social. Educação antirracista não é somente para criança, racismo não tem idade. A hora de aprender e ensinar é AGORA.

Vão lá no perfil (que eu me recuso a marcar aqui), vejam quem dos seus amigos e influenciadores favoritos seguem a pessoa e puxem a orelha de todo mundo. Na internet, seguidor é visibilidade e dinheiro. Não basta só cobrarmos as marcas, até porque daqui a pouco aparecem outras empresas com memória curta. A forma de colocar no ostracismo e minar a popularidade é fazendo que essas pessoas percam seu público, a grande propulsora do trabalho delas.”

Giovanna também se posicionou no Instagram. Após uma seguidora questionar que as mensagens de Cocielo eram de 2013–2014, a esposa de Gagliasso foi categórica: “Isso nunca foi brincadeira, nem em 1900 e nem em 2020, meu amor! Isso é racismo! Isso é crime, hoje e sempre”.

#Repost @belareis ・・・ Você tem noção do que são 11 milhões e 200 mil pessoas? Eu ajudo. É a população inteira da Bélgica. É um milhão a mais do que a população de Portugal. São 143 Maracanãs lotados. São todas as pessoas que AINDA estão apoiando diretamente um influencer assumidamente racista. Temos que cobrar posicionamento das marcas que o patrocinam, é claro. Mas são os outros famosos que ainda o seguem e, principalmente, as pessoas comuns, anônimas, que verdadeiramente me preocupam. Apoiar uma pessoa racista é ser CONIVENTE, sim. Preconceito não se combate sozinho. VAMOS PRECISAR DE TODO MUNDO. A mensagem precisa ser clara e direta. Num mundo digital em que seguidor significa dinheiro e carreira, a gente precisa entender a importância do BOICOTE. Principal instrumento de revolução de Martin Luther King Jr, nos anos 60, nos Estados Unidos da segregação racial, durante o Movimento dos Direitos Civis. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀ As marcas só chegam até essas pessoas porque elas têm audiência, visibilidade, constroem um público que interessa para as empresas atingir. A RESPONSABILIDADE é de todos. Precisamos, é claro, cobrar as marcas mas também precisamos chamar atenção dos outros famosos que seguem/dão like/fazem parceria com essas pessoas racistas, machistas, LGBTfóbicas e gordofóbicas. É obrigação de todos nós CONSTRANGER e vigiar nosso círculo social. Educação antirracista não é somente pra criança, racismo não tem idade. A hora de aprender e ensinar é AGORA. ⠀⠀⠀⠀⠀ Vão lá no perfil (que eu me recuso a marcar aqui), vejam quem dos seus amigos e influenciadores favoritos seguem a pessoa e puxem a orelha de todo mundo. Na internet, seguidor é visibilidade e dinheiro. Não basta só cobrarmos as marcas, até porque daqui a pouco aparecem outras empresas com memória curta. A forma de colocar no ostracismo e minar a popularidade é fazendo quem que essas pessoas percam seu público, a grande propulsora do trabalho delas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Não é um caso isolado. Não foi o primeiro, não será o último. A gente precisa atuar com quem realmente movimenta essa máquina: a audiência. RACISMO É UM PROBLEMA DE TODOS NÓS.

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Até o momento, as publicações seguem no ar e vários prints estão circulando nas redes sociais. O casal ainda não se pronunciou sobre a polêmica.