Caminhada ajuda a reduzir gordura no fígado? Médica explica
Hepatologista detalha como a caminhada atua no metabolismo e por que até pequenas mudanças já melhoram a saúde do fígado
atualizado
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A esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado ou MASLD, costuma se instalar de forma silenciosa. Muitas vezes não dá sinais claros, mas pode evoluir para inflamação, fibrose e até cirrose se nada for feito. A hepatologista Natalia Trevizoli, explica que diabetes, sobrepeso e obesidade estão entre os principais gatilhos — ao lado do consumo excessivo de álcool. A boa notícia? Em grande parte dos casos, é reversível. E a atividade física tem papel central nisso.
Segundo a médica, a caminhada é um dos jeitos mais simples e eficazes de começar o tratamento. “Ela melhora o metabolismo, reduz a resistência à insulina e ajuda a controlar glicemia e colesterol, que têm relação direta com o acúmulo de gordura no fígado“, afirma. Mesmo sem mudanças expressivas na balança, a melhora já aparece quando o exercício é feito com regularidade, principalmente a partir de 150 minutos por semana.
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Os benefícios ultrapassam o fígado. De acordo com Natalia, hepatologista do Sírio-Libanês em Brasília, a caminhada reduz inflamação sistêmica, melhora a circulação, ajuda no controle de peso, favorece o sono e o bem-estar. Por ser um exercício de baixo impacto e possível em qualquer lugar — calçada, parque ou esteira —, costuma ter alta adesão. “É segura para diferentes idades e se encaixa facilmente na rotina”, reforça.
Mas a caminhada não precisa atuar sozinha. A especialista recomenda combinar exercícios aeróbicos, como caminhada rápida, bicicleta, dança, corrida leve ou natação, com algum tipo de fortalecimento muscular — musculação, pilates ou treinos com o peso do corpo. Os aeróbicos queimam gordura e melhoram a sensibilidade à insulina; o fortalecimento aumenta a massa muscular e acelera o metabolismo, o que ajuda a gastar energia até em repouso.

A médica lembra que não é preciso começar de forma intensa. “A constância importa mais que a intensidade. Pequenas mudanças na rotina já podem gerar grande impacto no fígado e na saúde geral”, conclui.










