Amigos constroem vila de minicasas para envelhecer juntos
Projeto reúne casas individuais lado a lado e aposta na convivência, autonomia e sustentabilidade entre os amigos
atualizado
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Um grupo de amigos de longa data decidiu transformar um sonho comum em realidade: viver perto uns dos outros, mesmo com o passar dos anos. Para isso, criaram uma pequena vila composta por casas individuais, pensadas para garantir ao mesmo tempo convivência e privacidade.
A iniciativa surgiu entre quatro casais que, após mais de duas décadas de amizade, queriam encontrar uma forma de envelhecer juntos sem abrir mão da autonomia.
Em vez de optarem por uma única casa compartilhada, escolheram construir moradias separadas, mas lado a lado, criando uma espécie de “vizinhança escolhida”.

O projeto, batizado de Bestie Row, fica no centro do Texas, próximo ao rio Llano, com pequenas casas de cerca de 30 a 37 m² cada. Apesar do tamanho reduzido, as construções foram planejadas para oferecer conforto, com quarto, cozinha, banheiro e área de estar.
Um dos grandes diferenciais da vila é o espaço coletivo: uma construção maior que funciona como ponto de encontro para refeições, eventos e momentos de convivência. A ideia é equilibrar vida privada e social, fortalecendo os laços entre os moradores ao longo do tempo.

O projeto também aposta na sustentabilidade. As casas utilizam materiais ecológicos, contam com sistemas de captação de água da chuva e foram pensadas para reduzir impactos ambientais, mantendo uma relação harmônica com a natureza ao redor.
Além disso, conta com animais: “Parece um filme da Disney: temos lebre, lince, veado e todos os tipos de pássaros. À medida que passamos mais e mais tempo aqui, encontramos mais e mais”, contou Jodi Zipp, um dos moradores, à imprensa local.

Mais do que uma solução arquitetônica, a vila se tornou um exemplo de novas formas de viver, especialmente na terceira idade. Ao priorizar amizade, apoio mútuo e qualidade de vida, o grupo mostra que é possível reinventar o conceito de lar e envelhecimento, colocando as relações humanas no centro da experiência.
