
É o bicho!Colunas

Missão Artemis: web resgata história da cachorra Laika, enviada à Lua
Em meio aos novos avanços da Artemis, trajetória da cadela pioneira da corrida espacial volta a viralizar
atualizado
Compartilhar notícia

O avanço das missões lunares impulsionado pela bem-sucedida Artemis II, nesta quarta-feira (1°/4), voltou a colocar a exploração espacial no centro das atenções. Com isso, a internet resgatou histórias marcantes desse percurso — entre elas, a da Laika, a primeira criatura a orbitar a Terra.
Lançada em 1957 pela União Soviética a bordo da nave Sputnik 2, Laika fez parte de um dos capítulos mais emblemáticos da Guerra Fria, período marcado pela disputa tecnológica com os Estados Unidos. O objetivo da missão era entender como organismos vivos reagiriam ao ambiente espacial.
Encontrada nas ruas de Moscou, a cadela passou por treinamentos intensos antes do lançamento. Apesar de inicialmente divulgarem que ela teria sobrevivido por dias, posteriormente foi revelado que Laika morreu poucas horas após a decolagem, devido ao superaquecimento da cápsula.

Durante anos, Moscou deu informações contraditórias sobre o destino de Laika. O Sputnik não estava preparado para regressar à Terra de forma segura. Já se sabia, por exemplo, que Laika não sobreviveria à viagem.
Mesmo com o desfecho trágico, a missão gerou dados fundamentais para futuras viagens espaciais tripuladas. Agora, décadas depois, com a humanidade voltando a mirar a Lua, a história de Laika volta a circular nas redes como símbolo dos primeiros passos e dos desafios da exploração espacial.
Como Laika morreu?
Em 2002, o cientista Dimitri Malashenkov, que participou do lançamento do Sputnik, revelou que Laika havia morrido entre cinco e sete horas depois da decolagem, devido ao estresse e superaquecimento.
