BBB reacende alerta: dividir escova de dente traz riscos à saúde
Especialista explica por que hábito comentado no reality não é seguro e pode transmitir diversas doenças
atualizado
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O hábito de compartilhar escova de dente, que recentemente virou assunto entre participantes do Big Brother Brasil, pode até parecer inofensivo — mas está longe de ser seguro. Especialistas alertam que dividir esse item de higiene pessoal representa um risco real à saúde bucal e geral.
Em uma conversa na casa mais vigiada do Brasil, Leandro Boneco, Jordana, Gabriela, Ana Paula, Milena e Juliano estavam conversando e o assunto veio à tona. “É tão bom compartilhar escova de dentes”, disse Boneco, provocando reação imediata dos colegas.

“Você compartilha escova de dentes?”, questionou Milena, surpresa. “Para, Boneco, para!”, disparou Juliano, visivelmente incomodado.
“O que é que tem? Eu divido com a minha mãe”, afirmou Gabriela, colocando ainda mais lenha na fogueira. Ana Paula então disparou: “Gabriela sempre pesando o clima”.
“Você beija, você bota a boca em coisa pior, gente. Eu não sou hipócrita”, afirmou Juliano, quando Jordana disse que já acabou dividindo sua escova em viagem com os amigos.
“A escova de dentes é um objeto de uso individual e íntimo, que entra em contato direto com saliva, biofilme bacteriano e, muitas vezes, sangue da gengiva”, explica a odontopediatra Ilana Marques. Quando você compartilha uma escova, está compartilhando também microrganismos da boca da outra pessoa.”

A cavidade oral abriga centenas de espécies de bactérias, além de vírus e fungos. Ao usar a escova de outra pessoa, ocorre uma troca direta desses microrganismos, o que pode favorecer a transmissão de problemas como cáries, doenças periodontais — como gengivite e periodontite —, herpes simples (HSV-1), infecções fúngicas, como candidíase oral, e até doenças respiratórias.
“Mesmo que a pessoa pareça saudável, ela pode ser portadora de microrganismos que não causam sintomas nela, mas podem causar problemas em outra pessoa”, reforça a especialista.
O risco se torna ainda maior em situações específicas, como em casos de sangramento gengival, presença de feridas na boca, baixa imunidade ou após procedimentos odontológicos e uso de aparelhos ortodônticos. Nessas condições, a entrada de microrganismos na corrente sanguínea pode ser facilitada.

Segundo Ilana Marques, não existe cenário seguro para compartilhar escovas de dente — nem mesmo entre casais, familiares ou pais e filhos. “A escova deve ser sempre de uso individual. Em situações emergenciais, o ideal é utilizar uma escova nova ou recorrer temporariamente a outras formas de higiene, como fio dental e enxaguante bucal — mas nunca dividir a escova”, orienta.
Além disso, alguns cuidados simples ajudam a evitar contaminações: trocar a escova a cada três meses ou após doenças infecciosas, evitar o contato entre escovas no mesmo recipiente, mantê-la limpa e em local ventilado e não guardá-la molhada em ambientes fechados.
