Atividade física e sono: entenda como o treino melhora o seu descanso
Prática regula hormônios e ajuda a atingir estágios profundos do repouso durante o sono, combatendo a insônia e o estresse diário
atualizado
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A baixa qualidade do sono é uma realidade para 65% dos brasileiros, segundo dados do Ibope. O cenário, agravado por transtornos como ansiedade, depressão e problemas respiratórios, encontra na atividade física um remédio natural e eficiente. Segundo o professor de educação física Anderson Teu, o exercício atua como um regulador biológico, facilitando a transição entre o estado de alerta e o sono profundo, essencial para a recuperação do organismo.
Entenda
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Regulação hormonal: o treino estimula a produção de melatonina (hormônio do sono) e reduz o cortisol, ligado ao estresse.
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Alcance do sono REM: a atividade física ajuda o corpo a atingir mais rápido as fases profundas do sono, onde ocorre a alta atividade cerebral e a restauração mental.
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Combate a fragmentação: quem se exercita regularmente apresenta um sono menos interrompido, resultando em mais disposição no dia seguinte.
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Gatilho biológico: o gasto eficiente de energia durante o dia prepara o corpo para um “desligamento” natural ao anoitecer.
Movimento como gatilho para o bem-estar
Para o educador físico Anderson Teu, o corpo humano foi projetado para o movimento, e a inatividade é um dos combustíveis da insônia. Além do gasto energético, a prática esportiva libera neurotransmissores como endorfina e serotonina.
“Ao gastar energia de forma eficiente, você prepara o terreno para um desligamento natural, atuando principalmente como um gatilho biológico para a sonolência”, explica o especialista. Essa química cerebral é fundamental para reduzir a ansiedade, um dos maiores vilões do repouso atual.
O mito do treino noturno
Uma das dúvidas mais comuns entre os alunos é sobre o horário ideal para a prática. Embora exercícios de alta intensidade, como o HIIT, elevem a adrenalina e a frequência cardíaca, o professor desmistifica a ideia de que treinar à noite seja proibido.
A recomendação técnica é respeitar a individualidade biológica e manter um intervalo estratégico.
“O importante é manter uma janela de pelo menos 90 minutos entre o término do treino e o momento de ir para a cama”, ressalta Teu. Esse tempo é suficiente para que o organismo desacelere e a temperatura corporal baixe, sinalizando ao cérebro que o momento do repouso chegou.
A escolha da modalidade ideal
Cada tipo de exercício oferece um benefício específico para quem busca dormir melhor. Atividades aeróbicas e caminhadas são aliadas no controle da respiração e na redução dos sintomas de apneia. Já a musculação e os treinos de resistência são fundamentais para a recuperação física estrutural.
Independentemente da escolha — seja o relaxamento do ioga ou a intensidade dos pesos — o resultado final é a construção de um ciclo virtuoso.
“O descanso não está relacionado apenas à quantidade de horas, mas à qualidade. O exercício resulta em uma melhor recuperação muscular e em mais desempenho”, conclui o professor.
























