Após fingir dois partos, mulher recebe mais de R$ 200 mil de suposto pai
No Reino Unido, uma mulher se envolveu em um caso de tribunal após fingir ter dois partos. Ex-parceiro enviou valor equivalente a R$ 200 mil
05/10/2026 19:58

No Reino Unido, uma mulher recebeu 30 mil libras esterlinas (cerca de R$ 200 mil) após fingir os partos de dois filhos. Segundo um juiz do Tribunal Superior, ela obteve o dinheiro do suposto pai por meio de uma “elaborada campanha de engano”. O magistrado afirmou ainda que o ato poderia ser parte de uma vingança por abusos cometidos pelo homem contra ela e o filho, ou apenas uma motivação financeira.

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John, nome fictício utilizado nos autos do processo, acreditou ter acompanhado a gravidez do primeiro filho. De acordo com uma juíza, por estar detido, ele não presenciou o parto nem viu a criança pessoalmente, mas recebeu fotos e imagens de ultrassom da mãe, Jane — nome pelo qual ela foi identificada.
Ao sair da prisão e se reconciliar com a parceira, ele foi informado de que o bebê estava com familiares e que, segundo supostas orientações de assistentes sociais, não poderia vê-lo. À época, embora o rapaz acreditasse que o próximo parto estava para acontecer em agosto de 2024, o casal se separou pouco tempo antes e não retomou a relação.

Durante o período de afastamento, o “pai” permanecia enviando dinheiro para a ex-companheira. Somente após o nascimento fictício da segunda criança, John entrou com um pedido para reivindicar a responsabilidade parental.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloFoi quando Jane requereu uma medida protetiva por abusos verbais, físicos e sexuais anteriores. Ela chegou a dizer, conforme informações do jornal The Telegraph, que tinha vendido as crianças por 500 libras (cerca de R$ 3,3 mil).
A descoberta
A mentira foi desmascarada quando o caso chegou ao Tribunal Superior. Na audiência da ordem de afastamento, revelou-se que ela não tinha filhos com John e teria sofrido dois abortos espontâneos. Segundo a juíza, não havia nenhuma evidência sobre os nascimentos.

Foi descoberto ainda que a mulher não poderia ter filhos, pois estava na menopausa, e que ela teria gastado o valor recebido em bronzeamento artificial — cuja data coincidiu com o dia em que aconteceu o suposto parto. Mais tarde, Jane explicou que as mensagens de voz com choro de bebê ao fundo foram feitas com áudios do YouTube.
A juíza afirmou que ambas as situações eram “bizarras e extremamente improváveis”, mas acreditava que a mulher mantivera a mentira por cerca de três anos para fazer John acreditar que seria o pai. “O comportamento foi cruel, levando um homem e sua mãe a acreditarem que tinham filhos e netos, respectivamente”, disse a magistrada.



