Alunos de São Sebastião conhecem a mostra Constelações Contemporâneas
Em cartaz até 17 de julho, Constelações Contemporâneas é promovida pelo Metrópoles Arte, com apoio da Secretaria de Turismo do DF

Nessa sexta-feira (19/6), estudantes do CEF Cerâmica São Paulo, em São Sebastião, visitaram a mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília. Localizada no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, a exposição funciona diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita para os visitantes.
Em cartaz até 17 de julho, a iniciativa é promovida pelo Metrópoles Arte, com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF).
Pela manhã, cerca de sete turmas, totalizando 150 alunos do 8º e 9º anos, participaram da visita. A atividade foi acompanhada por oito profissionais, incluindo professores e educadores sociais.


O passeio foi marcado por momentos de aprendizado, interação e diversão, proporcionando aos alunos uma experiência enriquecedora fora da sala de aula. Durante a visita, eles também puderam fazer uma pausa para um lanche, que contribuiu para tornar a atividade ainda mais agradável e acolhedora.
Acesso à arte e à memória da cidade
Segundo Ana Vitoria Sampaio, professora de história, a visita ao Teatro Nacional Claudio Santoro tem um papel importante na formação cultural dos estudantes da rede pública, ao ampliar o acesso à arte e à memória da cidade.
“Precisamos lembrar que o Teatro Nacional de Brasília é um lugar de memória, uma casa que já abrigou tantos espetáculos, exposições e momentos marcantes. Agora, ele está aberto com essa exposição de artistas da cidade, e isso fortalece a criação de uma identidade brasiliense e também brasileira, além de tornar o conhecimento mais acessível para esses meninos”, destacou.

A docente também ressaltou que a visita dialoga diretamente com conteúdos trabalhados em sala de aula, especialmente no 9º ano.
“Trabalhamos muito a construção de Brasília, a era de Juscelino Kubitschek e os criadores da cidade, como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Essa visita ao teatro tem tudo a ver com o conteúdo que ministramos sobre a história da cidade”, explicou.
“Conhecendo a arte, entendemos melhor o mundo”
Para muitos estudantes, a visita à exposição representou uma oportunidade rara de contato com a arte. A jovem Lia Araújo, de 14 anos, ressaltou o valor da experiência.
“Acho muito importante, porque a gente pode conhecer a história de Brasília e também aprender mais sobre arte, algo muito importante e que presente em tudo na nossa vida”, afirmou.
Maria Antônia, de 13 anos, disse que não costuma frequentar exposições, mas reconhece a relevância desse tipo de vivência.
“Eu não vou a muitas exposições, porque normalmente não saio muito de casa, mas acho importante ter esse contato com a arte, porque, conhecendo-a, a gente também consegue entender melhor o mundo”, disse.

As alunas também comentaram sobre a experiência de ir ao Teatro Nacional. Enquanto Lia Araújo já conhecia o espaço por fora, mas nunca havia entrado, Maria Antônia lembrou que já havia passado pelo local em visitas escolares, mas não pôde conhecê-lo internamente devido ao longo período em que o teatro permaneceu fechado.
A reabertura do espaço foi celebrada pelas estudantes. “Eu queria muito que abrisse de novo e estou muito feliz por isso”, relatou Lia.
Além dos muros da escola
Para o professor Maicon da Silva, um passeio escolar como esse é uma experiência única na vida de boa parte dos alunos. Ele destaca que o papel da escola é justamente introduzi-los nessa atividade cultural, ponderando que grande parte dos estudantes não tem esse tipo de acesso de forma fácil no dia a dia, nem mesmo pela televisão.
Essa realidade é confirmada pela estudante Gabriela Almeida, que viu na oportunidade uma janela para o mundo. “Olha, para mim o impacto foi enorme já que não tenho esse tipo de oportunidade sempre. Isso aqui é muito importante para a minha vida”, relata a aluna.
Pensando adiante, Gabriela projeta o peso dessa vivência em sua história: “Quero levar para o meu futuro e, se eu tiver algum filho, posso mostrar para eles o que eu tive no passado, e eles vão entender o quão é bom você poder passear e sair de casa”.

Diante desse cenário, o educador explica que oferecer uma estrutura completa, com direito a alimentação e ao acompanhamento de um guia profissional, é um estímulo que abre portas para o futuro. “Quem sabe, para futuramente, desenvolver algo também nessa área”, completa Silva.
Para Maicon, o principal ganho vai muito além do conteúdo didático e trata-se de um patrimônio pessoal. “Eu diria que talvez a própria cultura seria uma marca que esse passeio vai deixar neles. Por estarem ainda com o caráter em formação, são pessoas e cidadãos em formação. Ter esse contato com a própria cultura talvez estimule o desenvolvimento sadio deles”, conclui.
Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras do escultor Sergio Camargo.
A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para mais mostras que valorizam a produção artística nacional e local.
A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 de maio a 17 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita

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