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São Paulo

Sancionado pelos EUA fraudou até plano de fidelidade de rede de postos

Procurado pela PF por lavar dinheiro para o PCC, Victor Shimada também responde por fraude cibernética milionária no programa "Abastece Aí"

13/07/2026 02:15
Sancionado pelos EUA fraudou até plano de fidelidade de rede de postos
Japonês ao centro, em arte gráfica, atrás do qual há referências aos Estados Unidos e traslados pelo mapa mundi - Metrópoles

Além do esquema de lavagem de dinheiro que levou Victor Shimada a ser sancionado pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o alvo da Polícia Federal (PF) já respondia em liberdade por um outros crimes envolvendo a sua empresa Victory Trading.

O CNPJ é apontado pela PF como o principal beneficiário de um esquema de fraude cibernética no Abastece Aí, programa de fidelidade do Grupo Ultra, que administra uma rede de postos Ipiranga. A conta da Victory Trading, sancionada pelos EUA, recebeu cerca de R$ 35 milhões da fraude.

Entre os dias 11 e 12 de agosto de 2024, fraudadores fizeram 18 mil transações via Pix no programa de pontos, das quais 6,7 mil foram bem-sucedidas. O hackeamento desviou R$ 206 milhões, pulverizados em contas-correntes de mais de 60 instituições financeiras.

Segundo a investigação, a empresa de Shimada usou a Nvio Brasil, instituição autorizada pelo Banco Central para operar a criptomoeda Bitso. A operação fez com que fosse possível enviar R$ 32,8 milhões para o México.

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A defesa de Shimada argumentou que a Victory Trading é uma fintech regular e também foi utilizada pelos fraudadores. Eles culparam o Banco Votorantim, liquidante das operações, por ter falhado no sistema de compliance e permitido a saída de R$ 206 milhões de suas contas.

Shimada foi condenado por furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro em primeira instância no dia 3 de julho de 2025. Ele recorria à acusação em liberdade.

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Quem é Victor Shimada

  • O empresário Victor Shimada foi sancionado no início de julho pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos por envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • Além de Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, e as empresas Victory Trading , Pixwave , Wave e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal também foram alvo dos EUA.
  • Além do suposto elo com o PCC, Shimada é acusado de lavar dinheiro para outros esquemas, como a Farra do INSS, o Master, e o caso envolvendo a empresa Vai de Bet e o Corinthians.
  • A medida do governo de Donald Trump, na quarta-feira passada, antecipou uma operação que estava sendo montada pela PF. Os mandados de busca e apreensão já haviam sido emitidos, mas os agentes esperavam o melhor momento para capturar o alvo.
  • A Operação Exchange saiu às pressas na sexta-feira (3/7) e não encontrou o principal alvo, Victor Shimada, o tio dele Amauri de Oliveira e Ygor Saviolli, que teve o celular apreendido nos Estados Unidos. As conversas extraídas do aparelho deram origem às investigações americanas.
  • Nesta semana, alvos como Stella Stefanie de Oliveira e João Gilberto Codognotto, apontado como operador financeiro, foram soltos.
  • O Metrópoles mostrou, na sexta-feira (10/7), que Shimada avalia se entregar e a defesa já tem um habeas corpus pronto para tentar reverter a prisão preventiva.