Veneno de abelha pode potencializar o tratamento de Parkinson, diz estudo
Estudo feito com ratinhos percebeu melhoras comportamentais em animais que receberam dose de veneno de abelha junto com tratamento padrão

Em busca de opções que ajudem a potencializar o tratamento da doença de Parkinson, cientistas testaram, com sucesso, o uso de veneno de abelhas em ratinhos. Os animais mostraram melhora comportamental após receber a dose.
Os tratamentos disponíveis para Parkinson atualmente não conseguem curar a doença, apenas controlar os sintomas. O veneno de abelha tem compostos ativos como melitina, fosfolipase A2 e apamina, que são ligados à capacidade anti-inflamatória, antioxidante e à proteção neuroativa.
A hipótese dos cientistas era que esses benefícios poderiam potencializar os efeitos da levodopa + carbidopa, o medicamento padrão para tratar Parkinson. Os resultados foram publicados na revista Neuroprotection em 20 de maio.

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Ver todasO que é o Parkinson?
- O Parkinson é uma condição crônica e progressiva causada pela neurodegeneração das células do cérebro.
- Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo tenham Parkinson.
- A ocorrência é mais comum entre idosos com mais de 65 anos, mas também pode se manifestar em outras idades.
- A doença atinge principalmente as funções motoras, causando sintomas como: lentidão dos movimentos, rigidez muscular e tremores.
- Os pacientes também podem ter: diminuição do olfato, alterações do sono, mudanças de humor, incontinência ou urgência urinária, dor no corpo e fadiga.
- Cerca de 30% das pessoas que vivem com Parkinson desenvolvem demência por associação.
Os ratinhos que receberam a combinação apresentaram simetria dos membros anteriores próxima ao normal e arrastaram menos a patinha, indicando melhora na performance motora. Os animais também tiveram melhora na memória, reconhecendo normalmente novos objetos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaO estudo não avaliou níveis de dopamina, sobrevivência dos neurônios ou marcadores moleculares de inflamação e estresse oxidativo. Foram observados apenas benefícios comportamentais.
“Nossas descobertas demonstram benefícios comportamentais promissores do veneno de abelha como adjuvante à terapia com levodopa + carbidopa, mas são necessárias mais pesquisas para compreender os mecanismos subjacentes”, observou a professora Alma Karen Lomeli-Lepe, uma das autoras do estudo, em comunicado à imprensa.



