Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Veneno de abelha pode potencializar o tratamento de Parkinson, diz estudo

Estudo feito com ratinhos percebeu melhoras comportamentais em animais que receberam dose de veneno de abelha junto com tratamento padrão

22/07/2026 17:21
Getty imagens
Imagem colorida

Em busca de opções que ajudem a potencializar o tratamento da doença de Parkinson, cientistas testaram, com sucesso, o uso de veneno de abelhas em ratinhos. Os animais mostraram melhora comportamental após receber a dose.

Os tratamentos disponíveis para Parkinson atualmente não conseguem curar a doença, apenas controlar os sintomas. O veneno de abelha tem compostos ativos como melitina, fosfolipase A2 e apamina, que são ligados à capacidade anti-inflamatória, antioxidante e à proteção neuroativa.

A hipótese dos cientistas era que esses benefícios poderiam potencializar os efeitos da levodopa + carbidopa, o medicamento padrão para tratar Parkinson. Os resultados foram publicados na revista Neuroprotection em 20 de maio.

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

O que é o Parkinson?

  • O Parkinson é uma condição crônica e progressiva causada pela neurodegeneração das células do cérebro.
  • Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo tenham Parkinson.
  • A ocorrência é mais comum entre idosos com mais de 65 anos, mas também pode se manifestar em outras idades.
  • A doença atinge principalmente as funções motoras, causando sintomas como: lentidão dos movimentos, rigidez muscular e tremores.
  • Os pacientes também podem ter: diminuição do olfato, alterações do sono, mudanças de humor, incontinência ou urgência urinária, dor no corpo e fadiga.
  • Cerca de 30% das pessoas que vivem com Parkinson desenvolvem demência por associação.

Os ratinhos que receberam a combinação apresentaram simetria dos membros anteriores próxima ao normal e arrastaram menos a patinha, indicando melhora na performance motora. Os animais também tiveram melhora na memória, reconhecendo normalmente novos objetos.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

O estudo não avaliou níveis de dopamina, sobrevivência dos neurônios ou marcadores moleculares de inflamação e estresse oxidativo. Foram observados apenas benefícios comportamentais.

“Nossas descobertas demonstram benefícios comportamentais promissores do veneno de abelha como adjuvante à terapia com levodopa + carbidopa, mas são necessárias mais pesquisas para compreender os mecanismos subjacentes”, observou a professora Alma Karen Lomeli-Lepe, uma das autoras do estudo, em comunicado à imprensa.