Veja exercícios cotidianos que estimulam o desenvolvimento do bebê

Passar o dedo na sola do pé, conversar com a criança e colocá-la para rastejar são atitudes que contribuem para ampliar suas capacidades

Ana Tablas, UnsplashAna Tablas, Unsplash

atualizado 17/06/2019 10:57

Os primeiros três anos da vida de uma criança são fundamentais para garantir um bom desenvolvimento cerebral. Os estímulos garantem o desenvolvimento psicomotor, que asseguram a evolução intelectual, psicossocial, motora e da linguagem.

Alinne Padilha, fonoaudióloga especialista em processos auditivos, afirma que até os dois anos, as “janelas de inteligência” estão abertas para que se formem conexões de neurônios. Gestos que vão desde carinho e contato, como por exemplo passar o dedo na sola do pé do bebê, até a sucção da amamentação e as diferentes texturas dos alimentos contribuem para o desenvolvimento do bebê.

Atividades físicas que estimulem o bebê a rastejar, rolar e, mais para frente, sentar e engatinhar, devem ser realizadas pelos pais ou cuidadores. Se o neném já estiver conseguindo manter o pescoço firme, é importante deixá-lo de bruços e promover ações em um tapete de atividades no chão.

Segundo o neurocirurgião pediátrico Márcio Marcelino, há diferentes técnicas para estimular os bebês, como exercícios na piscina ou com animais, além de atividades específicas, como fonoaudiologia, psicomotricidade ou fisioterapia. “Toda criança tem uma potencialidade muito grande embutida no cérebro”, afirma o especialista.

A estimulação da criança deve ser global e envolve ações do dia a dia, incluindo a alimentação. Primeiramente, com a amamentação exclusiva, conforme recomenda o Ministério da Saúde, e a partir dos 6 meses com a ingestão de alimentos de diferentes consistências. Segundo Alinne, o desenvolvimento bem-sucedido da fala depende de boa audição e domínio das funções de deglutição e mastigação, entre outros fatores.

O esperado é que a criança consiga falar a primeira palavra de forma inteligível até 1 ano e 2 meses. Antes disso, é comum murmurar, balbuciar, dar gritinhos, entre outras formas de se expressar. A partir dos 2 anos, as crianças formam frases com três palavras e têm vocabulário de mais ou menos 200 a 300 palavras. Aos três anos, é comum que estejam falando todos os fonemas e que empreguem verbos e preposições.

“Na minha prática, que convivo com crianças com as mais diversas patologias e idades, vejo que quanto mais cedo você inicia os procedimentos de estimulação, mais rápido e eficiente é o resultado”, finaliza o médico.

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