Testes de anticorpos para tratamento da Covid-19 devem começar até setembro

Cientistas da Universidade Rockefeller vão clonar anticorpos de pessoas que se recuperaram do coronavírus para tratar os que estão doentes

atualizado 18/05/2020 17:44

Coronavírus Covid-19 ilustraçãoArte/Metrópoles

Um grupo de pesquisadores da Universidade Rockefeller, de Nova York, chefiado pelo cientista brasileiro-americano Michel Nussenzweig, tem avançado na pesquisa sobre o uso de anticorpos para o tratamento da Covid-19. De acordo com Nussenzweig, já existe material para iniciar testes em humanos em setembro.

No artigo “Respostas convergentes de anticorpos à infecção por Sars-CoV-2 em indivíduos convalescentes”, publicado na última sexta-feira (15/05), no portal BiorXiv – ainda sem revisão dos pares – o brasileiro detalha a pesquisa feita com a análise das amostras de sangue de 68 pacientes recuperados da Covid-19.

O objetivo agora é “clonar” os anticorpos para viabilizar o tratamento de pessoas muito doentes. Outra opção, seria usar os anticorpos como uma maneira de prevenção para aqueles que ainda não foram infectados pelo vírus.

O estudo concluiu que anticorpos monoclonais (moléculas idênticas produzidas em série) são extremamente potentes, porém, fabricados pelos pacientes em baixa concentração.

Entre os doentes analisados, os que tiveram melhor resposta de anticorpos foram os que levaram mais tempo para se recuperar, enquanto que os que se recuperaram logo não tiveram muita resposta de anticorpos. A explicação para a melhora do segundo grupo estaria na reação celular comandada por células como a T CD8+.

A próxima etapa dos testes de anticorpos monoclonais será feita com um grupo pequeno de pacientes, pois o custo é muito alto. A produção de anticorpos contra Covid-19 em larga escala depende do interesse de grandes empesas farmacêuticas. (Com informações de O Globo)

Veja como coronavírus ataca o corpo humano:

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