Técnica reduz em 60% a hemorragia pós-parto, aponta estudo da OMS

HPP é a principal causa de mortalidade materna do mundo, mas profissionais sugerem protocolo que dá maior segurança para as mães e filhos

atualizado

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Westend61
Mãe segurando criança recém nascida em cama de hospital
1 de 1 Mãe segurando criança recém nascida em cama de hospital - Foto: Westend61

A hemorragia pós-parto (HPP) é a principal causa de mortalidade materna no mundo. Porém, uma nova estratégia de tratamento reduziu em 60% a gravidade dos casos de perda de sangue em mães de recém-nascidos. A redução, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é histórica.

Os resultados foram registrados em um estudo publicado nesta terça-feira (9/5) na revista científica New England Journal of Medicine. O levantamento foi conduzido por pesquisadores da OMS e da Universidade de Birmingham, no Reino Unido.

“A hemorragia pós-parto é assustadora, nem sempre previsível, mas absolutamente tratável. No entanto, seus impactos em todo o mundo são trágicos”, diz a diretora de Pesquisa e Saúde Sexual e Reprodutiva da OMS, Pascale Allotey, em comunicado.

O estudo contou com 200 mil mulheres em 80 hospitais de quatro países: Nigéria, África do Sul, Tanzânia e Quênia. A estratégia para reduzir os riscos da hemorragia chama-se E-Motive.

A técnica consiste em utilizar um aparelho simples e barato chamado “drape” – uma espécie de plástico com medidas em mililitros – para medir a perda de sangue. A abordagem também oferece todos os tratamentos recomendados pela OMS em conjunto, em vez de tentar aplicá-los separadamente.

Estancar a sangria

O resultado foi uma redução de 60% nos casos de sangramento grave, em que a perda ultrapassa um litro, em comparação com as voluntárias que não passaram pelo protocolo E-Motive. Observou-se ainda uma diminuição significativa na necessidade de transfusões de sangue após o parto, o que é um problema em países mais pobres devido à escassez de recursos.

“A nova abordagem no tratamento da hemorragia pós-parto pode ter um impacto significativo nas chances de sobrevivência das mulheres em todo o mundo, permitindo que elas recebam o tratamento necessário no momento certo”, avalia o professor Arri Coomarasamy, que liderou o estudo.

“O tempo é crucial para responder a uma hemorragia pós-parto. Portanto, intervenções que eliminem atrasos no diagnóstico ou tratamento têm o potencial de transformar a saúde materna”, afirma Coomarasamy, que é co-diretor do Centro de Saúde Global da Mulher na Universidade de Birmingham, uma unidade colaboradora da OMS.

Troca de informações

A OMS destaca, no entanto, que a resposta atual ao problema encara limitações devido à detecção tardia da hemorragia intensa, impedindo a atuação eficaz nos sistemas de saúde. Felizmente, o protocolo E-Motive inclui a detecção precoce, diferente da maioria das técnicas convencionais, e o chamado campo de coleta de sangue para situações de crise.

Quando necessário, o processo de tratamento imediato inclui massagem uterina, administração de medicamentos para contrair o útero e estancar o sangramento, aplicação de fluidos intravenosos, além de exame e encaminhamento para cuidados avançados.

Os testes para a intervenção, que pode ser realizada por parteiras, envolveram treinamento específico, uso de dispositivos de transporte para o caso de sangramento e envolvimento de várias partes interessadas na troca de informações.

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