Sol, lua, água e até vento: entenda os riscos das dietas extremas

Nutricionistas explicam por que seguir dietas da moda que cortam comida e prometem emagrecimento rápido pode colocar a saúde em risco

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Foto colorida de mulher loira encarando de frente um prato com uma única ervilha - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de mulher loira encarando de frente um prato com uma única ervilha - Metrópoles - Foto: Deagreez /Getty Images

Prometer emagrecimento rápido é o truque mais antigo da internet — e, convenhamos, quem nunca foi tentado por um atalho milagroso? O problema é que algumas dessas dietas “da moda” beiram o absurdo.

A dieta da água, por exemplo, consiste em excluir completamente alimentos sólidos, mantendo apenas líquidos, principalmente água. A promessa é de perda de peso rápida, mas os riscos incluem desnutrição, fraqueza, tontura e até falência de órgãos em casos prolongados.

Ou talvez, a dieta da lua, que propõe 24 horas de restrição alimentar a cada mudança de fase lunar, com ingestão apenas de líquidos. A ideia parte da crença de que a lua influencia os líquidos do corpo, assim como afeta as marés — mas não há comprovação científica dessa relação.

A dieta que inclui mais polêmica talvez seja a dieta do sol. De um lado, há quem interprete como “só comer de dia”. Do outro, os mais radicais acreditam que dá para substituir comida por luz solar.

A nutricionista Edvânia Soares lembra: “Nós não fazemos fotossíntese. Não somos plantas. Sem proteína, carboidrato e gordura, o corpo entra em colapso”. O resultado? Queda de cabelo, pele seca, fraqueza, perda de músculos e até risco de morte.

O nutricionista Lucas Alves Deienno reforça que é perigoso acreditar que a luz substitui nutrientes. “Isso não existe e pode ser fatal”, alerta. E, mesmo quando falamos de sol com moderação, vale o alerta: sim, a vitamina D ajuda ossos e imunidade e o betacaroteno faz bem para pele e visão, mas exageros também fazem mal. Pele alaranjada, sobrecarga nos rins e câncer de pele estão na lista dos efeitos indesejados.

E, se você achou que não poderia ficar mais estranho, surge a dieta do vento, qeue também é chamada de respiratorianismo. Os adeptos alegam que é possível sobreviver apenas de ar e luz solar. Segundo os especialistas, a prática, sem qualquer comprovação, já foi associada a casos de morte por desnutrição e é condenada por profissionais de saúde em todo o mundo.

Foto colorida com fundo rosa, homem mais velho à frente bebendo água por um canudo diretamente da terra - Metrópoles.
Dietas da moda prometem milagres, mas podem trazer riscos sérios à saúde. Sol, lua, vento ou água não substituem um prato equilibrado e colorido

Segundo os especialistas, o corpo dá sinais quando está sofrendo com restrições: cansaço extremo, irritabilidade, queda de cabelo, baixa imunidade e alterações hormonais costumam aparecer. Tudo isso porque, no fim das contas, milagres não existem quando o assunto é nutrição.

Mas então, qual o caminho seguro? Nada de cortes radicais. A chave está no equilíbrio: um prato colorido, proteínas magras, gorduras boas, frutas, legumes e, claro, acompanhamento profissional. O resto é modismo embalado em palavras bonitas como “detox”, “natural” ou “espiritual”, mas sem comprovação científica.

“Não existe resultado rápido e mágico”, reforça Edvânia. O que funciona de verdade é um plano alimentar ajustado à rotina, com sono, exercícios e saúde mental em dia.

Ou seja: deixe o vento para refrescar, o sol para bronzear, a lua para inspirar poemas e a água para matar a sede. Na hora de se alimentar, a melhor dieta ainda é a que tem comida de verdade no prato.

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