Síndrome do olho seco: doença aumenta quase 50% nesta época do ano

Os sintomas principais são olhos ressecados, irritados e mais vermelhos do que de costume, além de maior sensibilidade à luz. Uso de colírios hidratantes ajuda

Choja, Getty ImagesChoja, Getty Images

atualizado 05/06/2019 4:08

Olhos ressecados, coceira, além de sensibilidade maior à luz? São os sinais de que a seca chegou em Brasília e, com ela, o aumento de quase 50% dos casos da síndrome do olho seco.

A condição é caracterizada pela diminuição da produção de lágrimas, o que deixa o olho um pouco mais seco que o normal, e também mais avermelhado e irritado. A sensação é de que existe um corpo estranho no olho, como um cisco ou pequenas partículas de poeira. Embora seja mais frequente após os 40 anos, o olho seco pode ocorrer em qualquer idade.

Causas comuns que contribuem para o aparecimento da síndrome são: ficar muitas horas em frente ao computador, trabalhar em lugares muito secos ou com ar condicionado, tomar remédios antialérgicos e frequentar lugares com muito vento ou fumaça.

Para combater o ressecamento, recomenda-se pingar colírios hidratantes ou lágrimas artificiais sem conservantes de três a quatro vezes por dia, usar óculos escuros para sair ao sol, piscar mais vezes, beber pelo menos 2 litros de água por dia, usar um umidificador, fazer compressas de água morna sob os olhos fechados e realizar pausas a cada 40 minutos quando se está usando o computador ou vendo TV. 

Muitos desses sintomas se assemelham aos de outras doenças nos olhos, por isso é importante consultar um oftalmologista e ver qual é o melhor tratamento. 

A pesquisa “Saúde Ocular do brasileiro”, realizada pelo Ibope e encomendada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e pela empresa Alcon, revela que apenas 33% das pessoas têm conhecimento sobre a Síndrome do Olho Seco.

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