Seis meses após Covid-19, sintomas vão de queda de cabelo a diabetes

Pesquisa chinesa mostrou que o coronavírus pode alterar o organismo a longo prazo. Fadiga, fraqueza e insônia são alguns problemas comuns

atualizado 09/02/2021 14:27

mulher segurando tufos de cabeloSchutterstock

Para algumas pessoas que tiveram Covid-19, o desconforto causado pela doença não tem uma data definida para acabar. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisa de Wuhan para Diagnóstico e Tratamento de Doenças Transmissíveis, em conjunto com hospitais e academias de ciências médicas da cidade chinesa, mostrou que, após seis meses da infecção, 63% dos pacientes continuavam sentindo fadiga e fraqueza muscular e cerca de 26% dos participantes do estudo relataram dificuldades para dormir.

O levantamento dos sintomas após o coronavírus usou como base dados de 1.733 pacientes que se trataram no hospital Jinyintan, em Wuhan, entre 7 de janeiro e 29 de maio de 2020. O centro de saúde foi um dos principais locais de atendimento de pacientes com a Covid-19 logo no início da pandemia. Outros sintomas relatados pelos entrevistados foram queda de cabelo (22%) e alteração no olfato (11%). O trabalho foi publicado na revista científica Lancet.

A lista de sintomas após seis meses da contaminação por coronavírus é extensa. Pelo menos 76% dos indivíduos relataram, ainda, ter sentido palpitações, dores no joelho, perda de apetite, alterações no paladar, tontura, diarreia e vômitos, dor no peito, dificuldade de engolir, feridas na pele, dores no peito e dores de cabeça.

Alguns especialistas defendem o termo “Covid persistente” para descrever o quadro de saúde de pessoas que se livraram do vírus, mas não recuperaram a condição física que tinham antes da doença. Já é conhecido que a Covid-19 pode causar danos neurológicos, pulmonares, cardíacos, vasculares e renais.

Uma pesquisa da Universidade McMaster, no Canadá, mostrou ainda que alguns ex-pacientes de Covid-19 desenvolveram diabetes. O artigo, publicado na Diabetes, Obesity and Metabolism, analisou oito estudos com dados de 3.711 pacientes. Destes, 14,4% foram recentemente diagnosticados com diabetes.

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