Saúde compra máscaras e respiradores, mas ainda teme desistência

Ministro afirmou que os contratos foram assinados na noite de quarta (01/04), mas ainda há insegurança se outra parte cumprirá

atualizado 02/04/2020 14:25

Luiz Henrique Mandetta, ministro da saúde, se encontra com Augusto Aras, PGR, e tratam de acordo entre os órgãosRafaela Felicciano/Metrópoles

Em meio à crise do coronavírus e relatos da falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) na área da saúde e respiradores para equipar leitos de UTI, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que a pasta fechou dois acordos na noite desta quarta (01/04) para ajudar a resolver o problema.

“Conseguimos fazer uma compra internacional de EPIs que vai ser suficiente pra os próximos 60 dias e deve ser entregue em 30 dias. A União não costuma fazer esse tipo de compra, é algo descentralizado, feito pelas Secretarias de Saúde”, diz o ministro. Também foi fechado um contrato de R$ 1,2 bilhão de reais para a compra de respiradores, que devem ser entregues em um mês.

Se for necessário organizar uma logística internacional para buscar os produtos em outro país, o ministro garante que o Brasil está preparado e tem condições de realizar o transporte. A única preocupação é quanto à desistência da parte contratada, que pode recuar e desistir da entrega.

Situação atual
De acordo com Mandetta, depois da entrega dos EPIs realizada nesta semana, todos os estados estão com um “bom abastecimento” . “Alguns estados inclusive pediram para que parássemos  de enviar porque eles não tem onde estocar”, explica.

A paralisação das companhias aéreas dificultou o trabalho de logística, segundo o ministro. Algumas entregas demoraram até sete dias para serem feitas por via terrestre e, por isso, alguns locais ficaram desabastecidos.

Depois da entrega de equipamentos para os governos estaduais, a distribuição para os hospitais fica a cargo das secretarias de saúde.

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