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Saúde

Salada pré-pronta pode conter bactérias nocivas, diz pesquisa

Apesar de serem práticas, as seleções de folhas e vegetais podem conter bactérias capazes de provocar infecções nos consumidores

10/08/2023 12:15
Getty images
Foto mostra homem escolhendo salada pré-pronta em mercado

As saladas pré-prontas, vendidas em potes ou sacos descartáveis, parecem ser uma opção saudável para o dia a dia corrido das pessoas. Entretanto, uma pesquisa recente de nutricionistas da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que elas podem esconder bactérias nocivas à saúde.

O estudo revisou 33 trabalhos realizados no Brasil que checaram amostras de diversas marcas de saladas prontas. Os trabalhos identificaram a presença de ao menos três tipos bactérias nas amostras.  Escherichia coli, Salmonella spp e Listeria monocytogenes, consideradas como as três principais responsáveis por infecções alimentares no Brasil foram encontradas.

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Publicada na revista Foods em junho, a pesquisa mostrou que as saladas, apesar de serem higienizadas antes de embaladas, mantém uma série de microorganismos. Do total de estudos avaliados, 21 (63,6%) relataram a presença de E. coli, 16 identificaram a Salmonella (50%), e 10 acharam a L. monocytogenes (33,3%).

Foto mostra cientista com colônia de bactérias e. coli nas mãos
Bactéria E. coli, presente nas saladas, pode causar diarreia intensa e dor abdominal
“As saladas pré-prontas passam pela etapa de desinfecção na indústria, mas estudos demonstram a possibilidade de falhas que podem colocar em risco a saúde dos consumidores. É preciso um controle rigoroso para evitar falhas no processo e a ocorrência de contaminação cruzada”, observa a professora Daniele Maffei, da Escola de Agricultura da USP e coatura do artigo ao site da Agência Fapesp.

Toda salada é perigosa?

O estudo não é categórico em dizer que as pessoas tem de evitar o consumo deste tipo de alimento. Os artigos reunidos tinham como objetivo explicar a origem de surtos alimentares no consumo de vegetais frescos no Brasil entre 2000 e 2021.

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“Embora não haja informações sobre se eram consumidos in natura ou minimamente processados, os dados evidenciam a necessidade de medidas de controle para garantir produtos com qualidade e segurança aos consumidores”, apontam os autores.

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