Saiba o que é útero retrovertido e quando é necessário tratá-lo

Normalmente, o útero fica voltado para frente, inclinado sobre a bexiga. Algumas mulheres, entretanto, têm o órgão na direção oposta

atualizado 06/02/2019 6:13

Ericsphotography, Getty Images

O útero é do tamanho de uma mão fechada. Normalmente, o útero fica voltado para frente, inclinado sobre a bexiga. Algumas mulheres, entretanto, têm o órgão na direção oposta. Essa condição é chamada de útero retrovertido, também conhecido como reverso, retroflexo ou virado. O útero retrovertido atinge cerca de 25% das mulheres, mas sem causar problemas ou sintomas.

A retroversão uterina pode ser diagnosticada ocasionalmente no exame ginecológico em uma consulta de rotina. Não havendo sintomas, não precisa de tratamento. Essa condição só deve ser informada ao médico no caso da fecundação in vitro, quando o médico vai inserir os embriões, na colocação do DIU ou durante a realização de exames, como a histeroscopia.

No caso das mulheres que manifestam sintomas, elas costumam apresentar um pouco mais de cólica durante o ato sexual e no período menstrual. O ginecologista obstetra Matheus Beleza, do Centro de Medicina Fetal (Cemefe), em Brasília, afirma que esses casos são raros.

O útero retrovertido, no entanto, pode ser um problema em alguns casos de endometriose – doença em que a mucosa que reveste a parede interna do útero cresce em outras regiões do corpo. Isso causa dor e pode levar à infertilidade. Nesses casos, há tratamentos específicos.

A retroversão uterina pode ocorrer, ainda, durante o parto (posição em geral transitória), pela flacidez dos ligamentos que fixam o útero à pelve ou a outros órgãos, pela presença de miomas ou de cicatrizes provocadas por focos da endometriose ou por infecções pélvicas.

 

 

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