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Saúde

Prejuízo será global se populações de países pobres não forem vacinadas, diz OMS

Estudo apresentado na coletiva desta segunda (25/1) prevê prejuízos de US$ 9,2 trilhões caso não haja vacinação em todo o planeta

25/01/2021 18:05, atualizado 25/01/2021 19:06
Fábio Vieira/Metrópoles
Prejuízo será global se populações de países pobres não forem vacinadas, diz OMS

Durante entrevista coletiva, nesta segunda-feira (25/1), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, voltou a pedir que os países ricos ajudem os mais pobres a realizarem a imunização de suas populações contra a Covid-19. A agência internacional mantém uma aliança para vacinação chamada Covax Facility, que prevê o investimento de países ricos na aquisição de vacinas para as nações mais pobres.

Na ocasião, foi apresentado um estudo no qual se afirma que a falta de vacinação contra Covid-19 no mundo inteiro pode custar US$ 9,2 trilhões (cerca de R$ 50 trilhões, na cotação atual), e que cerca de metade dos prejuízos seriam absorvidos pelas economias mais ricas. Tedros Adhanom afirmou que precisa existir uma espécie de “nacionalismo de vacina” para evitar a situação.

Países ricos estão fazendo campanhas de vacinas, e os países pobres veem e aguardam. A cada dia, a divisão aumenta entre os que têm e os que não têm”, disse ele.

Aceleração no Brasil

O diretor de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, lembrou que a comunidade internacional deve estabelecer como meta a redução significativa do coronavírus, não a erradicação. “Até hoje, nós só conseguimos erradicar uma doença, que foi a varíola”, explicou, durante a coletiva.

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Ryan destacou acreditar que a Covid-19 continuará se disseminando pelo mundo “por um bom tempo”. O diretor ressaltou que a situação da pandemia no continente americano está se estabilizando, embora alguns países, como Brasil e Colômbia, ainda enfrentem a aceleração da epidemia.

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Questionado sobre a viabilidade de realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio (Japão) neste ano, Ryan comentou que a decisão cabe ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e às autoridades japonesas. Ele também descartou a possibilidade de que atletas sejam vacinados prioritariamente, uma vez que grupos sociais vulneráveis devem ser imunizados antes. “Continuamos trabalhando com o COI”, disse.

Consultor sênior da entidade, Bruce Aylward recomendou que as orientações das farmacêuticas sobre aplicação de doses das vacinas sejam acatadas. s. (Com informações da Agência Estado)

Prejuízo será global se populações de países pobres não forem vacinadas, diz OMS