Por que alguns quebram o isolamento social? Ciência explica

Pesquisadores juntaram informações da neurociência, psicologia e biologia evolutiva para responder a pergunta

Coronavírus: praça no DF fica cheia para disputas de dominóHugo Barreto/Metropoles

atualizado 28/04/2020 15:18

Sair de casa ou promover encontros com os amigos em meio à pandemia do novo coronavírus é atitude reprovável quando grande parte da população está mobilizada para manter o distanciamento social e achatar a curva de transmissão da Covid-19.

Juntando conhecimentos da neurociência, psicologia e da biologia evolutiva, a professora Ophelia Deroy, da Ludwigs-Maximilians Universitaet, em Munique (LMU), mostra, no entanto, que a atitude é inerente ao comportamento da espécie humana.

Em artigo publicado na revista Current Biology, Ophelia e sua equipe sustentam que “condições perigosas nos tornam mais – e não menos – sociais. Lidar com essa contradição (de não poder sair de casa) é o maior desafio que enfrentamos agora”, garante.

O comportamento instintivo dos humanos é o de se amontoar e procurar contato social diante de um grande perigo, e o distanciamento social frustra esse impulso.

Os pesquisadores sugerem que a sociedade se agarre aos benefícios da internet para sanar a vontade de manter a proximidade de parentes, amigos e vizinhos durante o isolamento. “Nossas inclinações inatas são cooperativas e não egoístas. Mas o acesso à internet nos permite lidar com a necessidade de distanciamento social”, defendem.

Últimas notícias