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Saúde

Pesquisadora dá dica infalível para não abandonar atividades físicas

Cientista canadense investigou por que muitas pessoas abandonaram exercícios durante a pandemia

04/05/2022 18:25
FatCamera/Getty Images
Grupo multiétnico de jovens mulheres fazem barre e TRK em exercício juntas em uma academia moderna

Com a pandemia de Covid-19, muitos grupos de amigos que se juntavam para praticar exercícios precisaram passar a fazer atividades físicas sozinhos. Sem companhia, muitos desistiram e largaram de vez a ginástica.

Pesquisadores da Universidade de Manitoba, no Canadá, contam que exercitar-se em grupo traz diversos benefícios: além de estimular a continuar com a atividade, aumenta a satisfação com a vida, a confiança, e torna mais fácil evoluir na prática.

Porém, os cientistas acreditam que, sem criar uma identidade dentro do grupo, o exercício em equipe pode dificultar a atividade individual. Segundo os canadenses, se o indivíduo não se enxerga como um atleta, ou uma pessoa que faz exercícios, é mais difícil manter a prática quando precisa estar sozinho.

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“Perguntamos para os participantes como reagiriam se o grupo não estivesse disponível. As pessoas que se identificavam fortemente com o grupo eram menos confiantes na sua habilidade de se exercitar sozinhas, e achavam que seria difícil fazer a atividade sem companhia”, explica a professora Shaelyn Strachan, uma das responsáveis pelo levantamento.

Segundo Strachan, que escreveu um artigo para o site de divulgação científica The Conversation, as pessoas que se tornam muito dependentes do grupo passam a não ter vontade suficiente para continuar sozinhas. Por isso, é essencial criar uma autoimagem de “pessoa que faz exercício” — o compromisso deve ser com a atividade e não com o grupo.

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Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, mostra que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana é o suficiente
De acordo com os resultados da pesquisa, o risco de morte prematura entre as pessoas que se movimentam é entre 10% e 17% menor do que o verificado em pessoas sedentárias
Exercícios que utilizam o peso do próprio corpo, como a musculação e a prática de esportes, são algumas das recomendações. Além disso, atividades como Tai chi e ioga são indicadas para fortalecer ossos e músculos
Manter o corpo ativo ajuda ainda a melhorar resultados da menopausa, de períodos pós-operatório e pode ajudar a prevenir fraturas nos ossos, por exemplo. Além disso, auxilia no aumento da energia, e melhora o humor e o sono
Segundo especialistas, pessoas que se exercitam por, ao menos, meia hora na semana demonstram redução do risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também foi relacionada à diminuição do risco de diabetes
Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, exercitar-se ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida e envelhecer melhor
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Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, exercitar-se ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida e envelhecer melhor

Mike Harrington/ Getty Images
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, mostra que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana é o suficiente
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Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, mostra que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana é o suficiente

Hinterhaus Productions/ Getty Images
De acordo com os resultados da pesquisa, o risco de morte prematura entre as pessoas que se movimentam é entre 10% e 17% menor do que o verificado em pessoas sedentárias
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De acordo com os resultados da pesquisa, o risco de morte prematura entre as pessoas que se movimentam é entre 10% e 17% menor do que o verificado em pessoas sedentárias

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Exercícios que utilizam o peso do próprio corpo, como a musculação e a prática de esportes, são algumas das recomendações. Além disso, atividades como Tai chi e ioga são indicadas para fortalecer ossos e músculos
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Exercícios que utilizam o peso do próprio corpo, como a musculação e a prática de esportes, são algumas das recomendações. Além disso, atividades como Tai chi e ioga são indicadas para fortalecer ossos e músculos

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Manter o corpo ativo ajuda ainda a melhorar resultados da menopausa, de períodos pós-operatório e pode ajudar a prevenir fraturas nos ossos, por exemplo. Além disso, auxilia no aumento da energia, e melhora o humor e o sono
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Manter o corpo ativo ajuda ainda a melhorar resultados da menopausa, de períodos pós-operatório e pode ajudar a prevenir fraturas nos ossos, por exemplo. Além disso, auxilia no aumento da energia, e melhora o humor e o sono

skaman306/ Getty Images
Segundo especialistas, pessoas que se exercitam por, ao menos, meia hora na semana demonstram redução do risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também foi relacionada à diminuição do risco de diabetes
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Segundo especialistas, pessoas que se exercitam por, ao menos, meia hora na semana demonstram redução do risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também foi relacionada à diminuição do risco de diabetes

Tom Werner/ Getty Images
A massa muscular e óssea do corpo humano atinge o pico antes dos 30 anos. A partir dessa idade, começa um decaimento natural, ou seja, indivíduos que começam a se exercitar na juventude terão aumento da força óssea e muscular ao longo da vida
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A massa muscular e óssea do corpo humano atinge o pico antes dos 30 anos. A partir dessa idade, começa um decaimento natural, ou seja, indivíduos que começam a se exercitar na juventude terão aumento da força óssea e muscular ao longo da vida

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Pessoas que se exercitam depois dos 30 anos reduzem a queda natural do corpo, conseguem preservar a força óssea e muscular e vivem muito melhor
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Pessoas que se exercitam depois dos 30 anos reduzem a queda natural do corpo, conseguem preservar a força óssea e muscular e vivem muito melhor

Justin Paget/ Getty Images

“Algumas pessoas que pensam assim e fizeram parte do estudo nos contaram que perder o grupo durante a pandemia foi encarado como mais um desafio a superar, e focaram em oportunidades de se exercitar sem precisar se preocupar com o restante da turma”, conta a pesquisadora.

A dica da cientista para criar essa mentalidade é parar para definir o que significa para cada um ser um “indivíduo que faz exercícios”. Outra possibilidade é criar metas diferentes para o grupo e para si mesmo — por exemplo, ir correr três dias com os amigos seria o objetivo coletivo, e superar o próprio recorde de velocidade, o individual.

“Em geral, se você quer fortalecer sua rotina de exercícios mas se manter flexível quando encontrar desafios, ter um senso de ‘nós’ é ótimo, mas não se perca de vista”, escreve Strachan.