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Pesquisadora dá dica infalível para não abandonar atividades físicas

Cientista canadense investigou por que muitas pessoas abandonaram exercícios durante a pandemia

atualizado

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Grupo multiétnico de jovens mulheres fazem barre e TRK em exercício juntas em uma academia moderna
1 de 1 Grupo multiétnico de jovens mulheres fazem barre e TRK em exercício juntas em uma academia moderna - Foto: FatCamera/Getty Images

Com a pandemia de Covid-19, muitos grupos de amigos que se juntavam para praticar exercícios precisaram passar a fazer atividades físicas sozinhos. Sem companhia, muitos desistiram e largaram de vez a ginástica.

Pesquisadores da Universidade de Manitoba, no Canadá, contam que exercitar-se em grupo traz diversos benefícios: além de estimular a continuar com a atividade, aumenta a satisfação com a vida, a confiança, e torna mais fácil evoluir na prática.

Porém, os cientistas acreditam que, sem criar uma identidade dentro do grupo, o exercício em equipe pode dificultar a atividade individual. Segundo os canadenses, se o indivíduo não se enxerga como um atleta, ou uma pessoa que faz exercícios, é mais difícil manter a prática quando precisa estar sozinho.

“Perguntamos para os participantes como reagiriam se o grupo não estivesse disponível. As pessoas que se identificavam fortemente com o grupo eram menos confiantes na sua habilidade de se exercitar sozinhas, e achavam que seria difícil fazer a atividade sem companhia”, explica a professora Shaelyn Strachan, uma das responsáveis pelo levantamento.

Segundo Strachan, que escreveu um artigo para o site de divulgação científica The Conversation, as pessoas que se tornam muito dependentes do grupo passam a não ter vontade suficiente para continuar sozinhas. Por isso, é essencial criar uma autoimagem de “pessoa que faz exercício” — o compromisso deve ser com a atividade e não com o grupo.

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“Algumas pessoas que pensam assim e fizeram parte do estudo nos contaram que perder o grupo durante a pandemia foi encarado como mais um desafio a superar, e focaram em oportunidades de se exercitar sem precisar se preocupar com o restante da turma”, conta a pesquisadora.

A dica da cientista para criar essa mentalidade é parar para definir o que significa para cada um ser um “indivíduo que faz exercícios”. Outra possibilidade é criar metas diferentes para o grupo e para si mesmo — por exemplo, ir correr três dias com os amigos seria o objetivo coletivo, e superar o próprio recorde de velocidade, o individual.

“Em geral, se você quer fortalecer sua rotina de exercícios mas se manter flexível quando encontrar desafios, ter um senso de ‘nós’ é ótimo, mas não se perca de vista”, escreve Strachan.

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