“Parem de politizar a Covid-19”, pede diretor-geral da OMS

Em coletiva de imprensa, Tedros Adhanom Ghebreyesus insistiu que países precisam adotar atitudes solidárias para combater a doença

atualizado 26/10/2020 15:24

Tedros Adhanom GhebreyesusPicture Alliance/Getty Images

Em seu discurso de abertura, na coletiva de imprensa desta segunda-feira (26/10), o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que o mundo pare de politizar a Covid-19.

“A pandemia não é uma partida de futebol político. Pensamento positivo, ou criar distrações, não vão prevenir a transmissão ou salvar vidas. O que salva vidas é a ciência e a solução é a solidariedade”, afirmou.

A declaração do chefe da agência internacional ocorre após manifestações populares realizadas em alguns países contra medidas de restrição à circulação, bem como declarações do presidente Donald Trump contra a China e do presidente Jair Bolsonaro contra a vacina chinesa.

O diretor-geral voltou a dizer, ainda, que é preciso evitar a nacionalização de uma futura vacina. Segundo ele, o mundo pode se recuperar mais rápido, principalmente economicamente, se as ferramentas forem divididas entre os país. “Precisamos lembrar que o compromisso político precisa ser real e que dividir pode nos ajudar”, explica.

Segunda onda na Europa
Os diretores da OMS chamaram atenção para o aumento exponencial de casos nos países da Europa. Segundo Maria Van Kerkhove, infectologista responsável pela resposta do órgão à pandemia, a volta das viagens internacionais e o funcionamento de restaurantes, bares, universidades e reuniões sociais tendem a aumentar os casos em pessoas mais jovens.

“Porém, eventualmente, as pessoas mais velhas serão atingidas, elas são mais vulneráveis. Os jovens visitam pais e avós e esse encontro pode forçar a mortalidade e a hospitalização por Covid-19”, afirmou a especialista.

 

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