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Saúde

Para geração Z, vacinação é chave para fim da quarentena, diz pesquisa

Levantamento do aplicativo Yubo mostra que 53% dos jovens não acreditam que o governo esteja fazendo um bom trabalho para a imunização

Repórter de Saúde22/09/2021 05:00, atualizado 22/09/2021 09:26
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Adolescente vacina Covid

Uma pesquisa feita com 4 mil jovens brasileiros com idades entre 12 e 24 anos, pelo aplicativo Yubo, revelou que 79% das pessoas desta faixa etária acreditam que as vacinas contra a Covid-19 são a chave para o fim da quarentena. A maioria delas espera se vacinar para proteger familiares e amigos próximos.

Os resultados da pesquisa da plataforma de live streaming de áudio e vídeo voltada para a geração Z foram divulgados este mês e mostram como os jovens enxergam a campanha de imunização do país.

Dos 4 mil jovens que responderam a pesquisa, 3.224 afirmaram ter tomado ao menos uma dose das vacinas ou pretendem tomar em breve. A possibilidade de proteger a família, os amigos e a comunidade é apontada como o principal motivador, indicada por 73% dos entrevistados, à frente até mesmo da própria proteção (49%).

Cerca de 32% dos participantes afirmaram que vão tomar o imunizante porque não queriam ficar em quarentena para sempre; 19% vivem e interagem com amigos e familiares do grupo de risco para a infecção do novo coronavírus; 18% acreditam que os benefícios sejam maiores que os efeitos colaterais à injeção; 6% pretendem viajar novamente; e 2% afirmaram fazer parte do grupo de trabalhadores essenciais.

Entre os jovens, 74% afirmam que “seria ok” ter um passaporte da vacina para sair, enquanto 20% não sabem ao certo e 5% não se sentiriam confortáveis.

Em contrapartida, 776 jovens responderam que não se vacinaram e nem pretendem tomar o imunizante. Desses, 34% informaram que estão acompanhando o que acontece com outras pessoas antes de tomar uma decisão; 24% afirmaram que ainda não fizeram as pesquisas necessárias; 16% não sabem qual vacina devem tomar; e 7% acreditam que não precisam pois não pretendem sair de casa.

Cerca de 15% se preocupam com os efeitos colaterais da vacina da Pfizer/BioNTech; 11% com os da Coronavac; e 5% com os da AstraZeneca. No Brasil, apenas o imunizante da Pfizer está aprovado pela Anvisa para a aplicação em menores de 18 anos.

A pesquisa mostrou que 82% da geração Z está buscando informação sobre a Covid-19 e o processo da vacinação na mídia especializada – jornais, portais online –; 22% através do governo e órgãos sanitários; 19% por familiares; 15% por cientistas terceirizados ou pessoas da mídia; 9% por médicos e clínicos locais; 8% por amigos; e 8% por influencers das redes sociais.

Papel do governo

Para 52% dos entrevistados, as informações e mensagens do governo e das fontes sanitárias estão confusas; 37% acreditam que as autoridades fazem tudo o que podem para ajudar o Brasil a sair da quarentena e da pandemia; enquanto 10% dizem não acreditar nas informações vindas delas.

Eles estão divididos sobre a qualidade do trabalho do governo durante a imunização dos brasileiros: 53% não acreditam que o governo esteja fazendo um bom trabalho e 47% acreditam que sim. Já 49% afirmaram que o governo está jogando contra a vacina; 29% está atuando como neutro e 21%, a favor.

A confiança no governo pode ter ainda reflexos nas eleições de 2022. Para 53% dos entrevistados, o trabalho da gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) no processo de imunização terá influência direta no voto; 16% disseram que não; e 16% que talvez.

O que se sabe sobre a vacinação de adolescentes contra Covid-19:

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A vacina da Pfizer/BioNTech é a única que pode ser aplicada em menores de 18 anos no Brasil
A autorização para o uso emergencial em adolescentes com 12 anos ou mais foi dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em junho deste ano
A Pfizer foi pioneira nos estudos clínicos com pessoas mais jovens e a primeira empresa a pedir a aprovação da agência brasileira
Além de proteger os jovens contra os efeitos da infecção, a vacinação contribui para reduzir a circulação viral, protegendo também adultos e idosos mais vulneráveis
As principais agências regulatórias de medicamentos do mundo já aprovaram a imunização de adolescentes com 12 anos ou mais contra a Covid-19
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As principais agências regulatórias de medicamentos do mundo já aprovaram a imunização de adolescentes com 12 anos ou mais contra a Covid-19

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A vacina da Pfizer/BioNTech é a única que pode ser aplicada em menores de 18 anos no Brasil
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A vacina da Pfizer/BioNTech é a única que pode ser aplicada em menores de 18 anos no Brasil

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A autorização para o uso emergencial em adolescentes com 12 anos ou mais foi dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em junho deste ano
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A autorização para o uso emergencial em adolescentes com 12 anos ou mais foi dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em junho deste ano

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A Pfizer foi pioneira nos estudos clínicos com pessoas mais jovens e a primeira empresa a pedir a aprovação da agência brasileira
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A Pfizer foi pioneira nos estudos clínicos com pessoas mais jovens e a primeira empresa a pedir a aprovação da agência brasileira

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Além de proteger os jovens contra os efeitos da infecção, a vacinação contribui para reduzir a circulação viral, protegendo também adultos e idosos mais vulneráveis
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Além de proteger os jovens contra os efeitos da infecção, a vacinação contribui para reduzir a circulação viral, protegendo também adultos e idosos mais vulneráveis

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A miocardite (inflamação do coração) foi apontada por estudos como um dos efeitos colaterais após a vacinação com imunizantes de RNA, como Pfizer e Moderna. O evento é considerado muito raro
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A miocardite (inflamação do coração) foi apontada por estudos como um dos efeitos colaterais após a vacinação com imunizantes de RNA, como Pfizer e Moderna. O evento é considerado muito raro

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A miocardite é mais comum entre os jovens, observada com maior frequência entre os meninos após a segunda dose. Ela pode causar dor no peito e batimentos cardíacos acelerados, sintomas que desaparecem em poucos dias
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A miocardite é mais comum entre os jovens, observada com maior frequência entre os meninos após a segunda dose. Ela pode causar dor no peito e batimentos cardíacos acelerados, sintomas que desaparecem em poucos dias

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Cientistas alertam que o risco de desenvolver miocardite após a infecção pelo novo coronavírus é até seis vezes maior do que após a vacina e reforçam a necessidade da imunização
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Cientistas alertam que o risco de desenvolver miocardite após a infecção pelo novo coronavírus é até seis vezes maior do que após a vacina e reforçam a necessidade da imunização

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