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Saúde

Pandemia de Covid ainda é ameaça para a vida de imunossuprimidos

O comprometimento do sistema imunológico causado por outras doenças faz com que o ciclo do vírus se prolongue nesses pacientes

18/09/2022 02:00, atualizado 18/09/2022 17:48
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Os números atuais da pandemia da Covid-19 mostram o pior momento já passou. A cada semana, menos pessoas morrem pela infecção do coronavírus em todo o mundo e a Organização Mundial da Saúde (OMS) começa a discutir a possibilidade de decretar o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). No entanto, para o grupo dos imunossuprimidos, o Sars-CoV-2 ainda é uma ameaça à vida.

O comprometimento do sistema imunológico causado por outras doenças ou mesmo pelo tratamento oncológico aumenta o risco desses pacientes desenvolverem a forma grave da doença ou passarem um longo período com o vírus ativo no organismo. O gestor de TI no setor público Gerson Batista Pereira, de 69 anos, passou por isso recentemente.

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Pereira estava nos últimos seis meses de quimioterapia contra um linfoma quando foi diagnosticado com Covid-19, em junho deste ano. Complicações da infecção fizeram com que ele fosse internado três vezes entre junho e agosto, totalizando 40 dias de hospital, com passagem pela unidade de terapia intensiva (UTI).

“Durante a internação, me ocorreu a ideia da morte. Daí, pensei que tinha trabalhado a vida toda e estava prestes a me aposentar, não seria justo perder a oportunidade de aproveitar um pouco a vida”, lembra.

Ele conta que, no início, os sintomas se assemelhavam a uma gripe, com dor de garganta e indisposição. Uma semana depois, o quadro se agravou, impossibilitando o funcionário público de seguir com o trabalho remoto.

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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção
No Brasil, o recente aumento de casos de Covid-19 indica que estamos entrando em uma quarta onda da doença, especialmente devido à circulação de subvariantes mais transmissíveis da Ômicron
Alguns dos principais sintomas da Covid-19 em vacinados são: tosse, coriza e congestão nasal, fadiga e letargia, dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular, febre e espirros
Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), os infectados são, em sua maioria, jovens. Além disso, segundo epidemiologistas da instituição, os casos não estão gerando hospitalizações, mas devem ser acompanhados
A indicação continua sendo a mesma: ao apresentar alguns dos sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para realizar o teste da doença. Outra opção é recorrer ao autoteste da Covid, que pode ser encontrado em farmácias. Em caso de resultado positivo, manter o isolamento
Mesmo em países com alta taxa de imunização, os vacinados podem ser infectados pela Covid-19. Apesar do que possa parecer, isso não significa que os imunizantes não funcionam
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Mesmo em países com alta taxa de imunização, os vacinados podem ser infectados pela Covid-19. Apesar do que possa parecer, isso não significa que os imunizantes não funcionam

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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção
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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção

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No Brasil, o recente aumento de casos de Covid-19 indica que estamos entrando em uma quarta onda da doença, especialmente devido à circulação de subvariantes mais transmissíveis da Ômicron
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No Brasil, o recente aumento de casos de Covid-19 indica que estamos entrando em uma quarta onda da doença, especialmente devido à circulação de subvariantes mais transmissíveis da Ômicron

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Alguns dos principais sintomas da Covid-19 em vacinados são: tosse, coriza e congestão nasal, fadiga e letargia, dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular, febre e espirros
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Alguns dos principais sintomas da Covid-19 em vacinados são: tosse, coriza e congestão nasal, fadiga e letargia, dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular, febre e espirros

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Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), os infectados são, em sua maioria, jovens. Além disso, segundo epidemiologistas da instituição, os casos não estão gerando hospitalizações, mas devem ser acompanhados
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Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), os infectados são, em sua maioria, jovens. Além disso, segundo epidemiologistas da instituição, os casos não estão gerando hospitalizações, mas devem ser acompanhados

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A indicação continua sendo a mesma: ao apresentar alguns dos sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para realizar o teste da doença. Outra opção é recorrer ao autoteste da Covid, que pode ser encontrado em farmácias. Em caso de resultado positivo, manter o isolamento
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A indicação continua sendo a mesma: ao apresentar alguns dos sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para realizar o teste da doença. Outra opção é recorrer ao autoteste da Covid, que pode ser encontrado em farmácias. Em caso de resultado positivo, manter o isolamento

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O autoteste é um exame rápido de antígeno que pode ser feito pela própria pessoa por meio da coleta do material no nariz com cotonete. O resultado sai de 15 a 20 minutos e é indicado para quem está apresentando os primeiros sintomas da doença
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O autoteste é um exame rápido de antígeno que pode ser feito pela própria pessoa por meio da coleta do material no nariz com cotonete. O resultado sai de 15 a 20 minutos e é indicado para quem está apresentando os primeiros sintomas da doença

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Uma tomografia mostrou que Gerson tinha aproximadamente 25% dos pulmões comprometidos. A essa altura, o gestor de TI sentia cansaço extremo, fraqueza muscular e falta de apetite. A complicação do quadro o levou à primeira internação. “Essa foi a mais rápida. Respondi bem aos medicamentos e recebi alta”, disse.

O tratamento com corticoide por tempo prolongado e outros imunossupressores – importantes para controlar a inflamação dos pulmões – melhorou significativamente a infecção pelo coronavírus, mas abriu espaço para a infecção por dois fungos. Uma semana depois, a febre voltou e ele precisou ser internado novamente.

Semanas depois, os sintomas voltaram e Pereira passou outros 30 dias internado. Há um mês, ele recebeu alta novamente e se recupera em casa.

A infecção e os efeitos colaterais dos medicamentos usados durante o tratamento deixaram algumas sequelas no gestor de TI, como o comprometimento de 50% dos pulmões, o desenvolvimento de diabetes medicamentosa, alterações no fígado, arritmia cardíaca e síndrome do pé caído, que dificulta sua locomoção.

Pereira sofreu também uma atrofia dos músculos da perna, resultado do longo período que passou deitado no hospital. “Os remédios sobrecarregaram o meu organismo”, lamenta o paciente.

Risco aumentado

A onco-hematologista Martha Mariana Arruda, do Sírio-Libanês Brasília, explica que, em pessoas saudáveis, o ciclo natural da infecção do coronavírus é mais curto, dura de sete a dez dias. Nos pacientes imunossuprimidos, a capacidade de derrotar o vírus é enfraquecida e ele segue se replicando no organismo do paciente por semanas e até mesmo meses.

“A infecção pode durar muito tempo nos pacientes com o sistema imunológico debilitado. Algumas publicações mostram casos nos quais o vírus ficou se replicando por mais de um ano”, explica a médica.

O médico infectologista e professor titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP, Esper Kallás, conta que a multiplicação viral por um período prolongado em pessoas imunossuprimidas tem ainda uma consequência alarmante.

Em pacientes mais frágeis, o vírus ganha mais tempo para acumular mutações. “Essas mutações podem fazer com que os remédios disponíveis comecem a perder eficácia e o vírus ganhe resistência, o que pode ser o berço para o aparecimento de novas variantes“, explica Kallás.