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OMS monitora duas novas subvariantes da Ômicron: BA.4 e BA.5

Os primeiros casos relacionados às novas linhagens foram encontrados na África do Sul, Botswana, Bélgica, Alemanha, Dinamarca e Reino Unido

atualizado

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Na imagem colorida, uma mão segura um frasco com uma embalagem escrito ômicron
1 de 1 Na imagem colorida, uma mão segura um frasco com uma embalagem escrito ômicron - Foto: Getty Images

A Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora duas novas subvariantes da Ômicron, a BA.4 e BA.5. Ambas foram encontraras na África do Sul, Botswana, Bélgica, Alemanha, Dinamarca e Reino Unido. A confirmação foi feita na segunda-feira (11/4) pela diretora técnica da agência, Maria Van Kerkhove.

A descoberta veio do grupo de pesquisa do cientista brasileiro Tulio de Oliveira, do Centre for Epidemic Response and Innovation (CERI), na África do Sul. Oliveira também foi o responsável por descobrir a linhagem original da Ômicron (BA.1), em novembro de 2021.

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Desde o início da pandemia, dezenas de cepas da Covid-19 surgiram pelo mundo. No entanto, algumas chamam mais atenção de especialistas: as classificadas como de preocupação e as de interesse
De acordo com a OMS, variantes consideradas de preocupação são aquelas que possuem aumento da transmissibilidade e da virulência, mudança na apresentação clínica da doença ou diminuição da eficácia de vacinas e terapias disponíveis
Já as variantes de interesse apresentam mutações que alteram o fenótipo do vírus e, assim, causam transmissões comunitárias, detectadas em vários países
Apesar da alta taxa de transmissão, a Ômicron possui sintomas menos agressivos que o coronavírus
Em setembro de 2020, a variante Alfa foi identificada pela primeira vez no Reino Unido. Ela possui alta taxa de transmissão e já foi localizada em mais de 80 países. Apesar de ser considerada como de preocupação, as vacinas em uso são extremamente eficazes contra ela
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Gráfico mostra a prevalência das linhagens da Ômicron e outras variantes desde novembro de 2021

Ceri/Reprodução
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Desde o início da pandemia, dezenas de cepas da Covid-19 surgiram pelo mundo. No entanto, algumas chamam mais atenção de especialistas: as classificadas como de preocupação e as de interesse

Viktor Forgacs/ Unsplash
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De acordo com a OMS, variantes consideradas de preocupação são aquelas que possuem aumento da transmissibilidade e da virulência, mudança na apresentação clínica da doença ou diminuição da eficácia de vacinas e terapias disponíveis

Morsa Images/ Getty Images
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Já as variantes de interesse apresentam mutações que alteram o fenótipo do vírus e, assim, causam transmissões comunitárias, detectadas em vários países

Peter Dazeley/ Getty Images
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Apesar da alta taxa de transmissão, a Ômicron possui sintomas menos agressivos que o coronavírus

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Em setembro de 2020, a variante Alfa foi identificada pela primeira vez no Reino Unido. Ela possui alta taxa de transmissão e já foi localizada em mais de 80 países. Apesar de ser considerada como de preocupação, as vacinas em uso são extremamente eficazes contra ela

Aline Massuca/Metrópoles
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Com mutações resistentes, a variante Beta também foi classificada como de preocupação pela OMS. Identificada pela primeira vez na África do Sul, ela possui alto poder de transmissão, consegue reinfectar pessoas que se recuperaram da Covid-19, incluindo já vacinadas, e está presente em mais de 90 países

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A variante Gama foi identificada pela primeira vez no Brasil e também é considerada de preocupação. Ela possui mais de 30 mutações e consegue escapar das respostas imunológicas induzidas por imunizantes. Apesar disso, estudos comprovam que vacinas disponíveis oferecem proteção

NIAID/Flickr
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A variante Delta era considerada a mais transmissível antes da Ômicron. Identificada pela primeira vez na Índia, essa variante está presente em mais de 80 países e é classificada pela OMS como de preocupação. Especialistas acreditam que a Delta pode causar sintomas mais severos do que as demais

Fábio Vieira/Metrópoles
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Detectada pela primeira vez na África do Sul, a variante Ômicron também foi classificada pela OMS como de preocupação. Isso porque a alteração apresenta cerca de 50 mutações, número superior ao das demais variantes, é mais resistente às vacinas e se espalha facilidade

Andriy Onufriyenko/ Getty Images
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Classificada pela OMS como variante de interesse, a Mu foi identificada pela primeira vez na Colômbia e relatada em ao menos 40 países. Apesar de ter domínio baixo quando comparada às demais cepas, a Mu tem maior prevalência na Colômbia e no Equador

Callista Images/Getty Images
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Apesar de apresentar diversas mutações que a tornam mais transmissível, a variante Lambda é menos severa do que a Delta, e é classificada pela OMS como de interesse. Ela foi identificada pela primeira vez no Peru

Josué Damacena/Fiocruz
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Localizada nos Estados Unidos, a variante Épsilon é considerada de interesse pela OMS. Isso porque a cepa possui a capacidade de comprometer tanto a proteção adquirida por meio de vacinas quanto a resistência adquirida por meio da infecção pelo vírus

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As variantes Zeta, identificada no Brasil; Teta, relatada nas Filipinas; Capa, localizada na índia; Lota, identificada nos Estados Unidos; e Eta não são mais consideradas de interesse pela OMS. Essas cepas fazem parte do grupo de variantes sob monitoramento, que apresentam risco menor

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Segundo Oliveira relatou no Twitter nessa segunda-feira, apesar do aumento do número de sequenciamentos genômicos das duas linhagens na África do Sul, “não há motivo para alarme, pois não há grande aumento de casos, internações ou mortes”.

A BA.4 e BA.5 apresentam semelhanças com a linhagem BA.2, responsável pelo atual surto de Covid-19 em parte da Europa e Ásia.

A diretora da OMS agradeceu ao brasileiro, pelo Twitter, por compartilhar a informação com rapidez e afirmou que o assunto foi discutido pelo Grupo Técnico Consultivo sobre Evolução do Vírus Sars-CoV-2 (TAG-VE) da OMS.

“Obrigado por mais uma vez compartilhar essas informações de forma aberta e rápida. Vigilância, testes, sequenciamento, compartilhamento, discussão, colaboração e parceria continuam sendo a chave para uma melhor compreensão e combate a esse vírus”, escreveu Van Kerkhove.

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