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O que o fígado realmente precisa para funcionar de forma saudável

O fígado tem papel vital para o bom funcionamento do corpo humano. Manter o órgão saudável depende de hábitos simples

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1 de 1 Foto colorida de fígado humano - O que o fígado realmente precisa para funcionar de forma saudável - Metrópoles - Foto: Getty Images

O fígado é um dos órgãos mais vitais do corpo humano e, ao mesmo tempo, um dos mais silenciosos. Ele participa de quase todas as funções metabólicas do organismo — desde a digestão até a eliminação de substâncias tóxicas. Mas quando algo não vai bem, muitas vezes os sinais só aparecem em fases avançadas, o que torna o cuidado preventivo ainda mais importante.

Muito além das dietas de “detox” ou produtos que prometem limpeza interna, manter o fígado saudável depende de hábitos simples e consistentes. Alimentação equilibrada, sono regular, prática de atividade física e uso racional de medicamentos são pilares que ajudam o órgão a exercer plenamente suas funções e a se regenerar quando necessário.

Por que é importante manter o fígado saudável

Responsável por processar nutrientes, produzir bile, armazenar energia e metabolizar substâncias, o fígado atua como uma “usina” metabólica. Ele ajuda a processar os nutrientes absorvidos pelo intestino, a transformar substâncias tóxicas em compostos inofensivos e produz a bile, essencial para a digestão das gorduras.

Além disso, outra função essencial é o controle dos níveis de glicose e colesterol. O fígado regula essas substâncias de acordo com a demanda do corpo, garantindo estabilidade ao metabolismo.

O órgão também fabrica proteínas fundamentais para o sangue, como a albumina e os fatores de coagulação, além de armazenar energia na forma de glicogênio, que é liberada quando o corpo precisa de combustível.

Hábitos que adoecem o fígado

O estilo de vida moderno, com excesso de ultraprocessados e pouco movimento, está entre os principais fatores de risco. Esse padrão favorece o acúmulo de gordura nas células hepáticas, condição conhecida como esteatose hepática. Ela está ligada ao sobrepeso, à resistência à insulina e pode evoluir para inflamação e fibrose.

Ilustração colorida de fígado com gordura - O que o fígado realmente precisa para funcionar de forma saudável - Metrópoles
A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado

Natália Trevizoli, hepatologista do Hospital Brasília, da Rede Américas, conta que o uso indevido de analgésicos e outros medicamentos também pode causar lesões hepáticas e afetar a capacidade regenerativa do órgão. Por isso, qualquer medicação deve ser usada com orientação médica.

“O fígado tem uma capacidade notável de regeneração, mas ela não é ilimitada. Agressões repetidas — como o consumo frequente de álcool ou o uso contínuo de medicamentos hepatotóxicos — comprometem essa regeneração. Casos de uso inadequado de paracetamol, anabolizantes e suplementos são exemplos de situações em que o fígado pode sofrer danos graves”, detalha.

Rotina saudável é o principal tratamento preventivo

Cuidar do fígado exige hábitos consistentes e equilibrados. Uma alimentação rica em frutas, legumes, verduras, proteínas magras e grãos integrais contribui para o funcionamento eficiente do órgão. Dormir bem ajuda a regular os hormônios ligados ao apetite e ao metabolismo da glicose, reduzindo o acúmulo de gordura hepática.

A prática regular de exercícios, com pelo menos 150 minutos de atividades aeróbicas por semana, complementa a proteção e melhora a saúde geral.

Apesar do grande apelo de dietas da moda e produtos “detox”, a médica Mayara Motta, de Campinas, alerta que essas práticas podem trazer riscos quando usadas de forma isolada ou exagerada.

“É fundamental ter cuidado com o uso excessivo ou exclusivo de certos alimentos em detrimento de outros, o que pode levar a deficiências nutricionais; com o uso de produtos naturais e suplementos sem indicação profissional, que podem ter contraindicações; e com a substituição de tratamentos médicos adequados por modismos ou soluções caseiras sem comprovação científica”, aconselha a clínica geral.

Exames e acompanhamento médico

Mesmo sem sintomas, é essencial incluir a avaliação do fígado nos check-ups de rotina. Exames de sangue e ultrassonografia ajudam a detectar alterações precoces. Pessoas com obesidade, diabetes, colesterol alto ou consumo frequente de álcool devem realizar o monitoramento com maior frequência.

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