O que é escoliose idiopática? Confira causas, sintomas e tratamento

A doença na coluna é assintomática, mas causa alterações estéticas. Fique atento aos sinais precoces da enfermidade para preveni-la

atualizado 28/01/2019 17:00

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A escoliose é uma doença que causa um desvio lateral na coluna em forma de C ou S. Apesar de parecer bastante grave, ela é assintomática. Costuma se desenvolver até a maturidade esquelética, que ocorre mais ou menos aos 18 anos.

Na maior parte das vezes, a escoliose é idiopática, o que significa dizer que não há causa exata para seu aparecimento. Acredita-se, no entanto, que alguns fatores influenciam o desenvolvimento da doença: pré-disposição genética, falta de atividade física e má postura, como ficar muito tempo sentado ou deitado com a coluna torta. Há escolioses congênitas – casos em que a pessoa nasce com o problema na coluna. A disfunção também pode surgir a partir de uma patologia muscular ou como sequela de paralisia cerebral.

Por vezes, a escoliose é visivelmente perceptível: quando a pessoa tem um ombro mais alto do que o outro ou escápulas inclinadas; quando um lado do quadril fica mais inclinado ou uma perna mais curta que a outra. Porém, somente um ortopedista pode fazer um diagnóstico preciso da doença, a partir de radiografias. De acordo com o médico Rodrigo Lima, especializado em cirurgia de coluna, o tratamento depende do grau das curvas na coluna. Pode incluir fisioterapia, coletes e até cirurgia em casos mais graves.

“Os pais devem observar as crianças desde cedo durante atividades cotidianas, como brincar e se vestir, para detectar rapidamente pequenos desvios”, orienta o ortopedista.

Caso o grau de escoliose seja leve, a alteração pode estar associada à fraqueza ou ao encurtamento muscular, segundo a professora Thaís Sodré, da academia Bodytech. Nesses casos, após cuidadosa avaliação, a profissional indica treinos específicos de musculação, alongamento e pilates para fortalecer os músculos do tronco.

“Alguns exercícios devem ser evitados por conta da carga na coluna, tipo agachamento com barra ou rosca bíceps”, explica a professora.

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