O que é dietilenoglicol: composto relacionado à doença misteriosa

Usado em vários setores da indústria, a substância é muito tóxica e sua ingestão provoca sintomas semelhantes aos dos pacientes internados

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Brasília (DF), 04/09/2019  Tour da Cruls Cervejaria Artesanal Local: Cruls Cervejaria Artesanal, DF 459 Km 6 – Faz. Recanto do Ameal – Santa Maria, Brasília – DF, 72599-899 Foto: Hugo Barreto/Metr�
1 de 1 Brasília (DF), 04/09/2019 Tour da Cruls Cervejaria Artesanal Local: Cruls Cervejaria Artesanal, DF 459 Km 6 – Faz. Recanto do Ameal – Santa Maria, Brasília – DF, 72599-899 Foto: Hugo Barreto/Metr� - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Um composto químico chamado dietilenoglicol está sendo associado à doença misteriosa que causou uma morte e sete internações em Minas Gerais. O dietilenoglicol (DEG) é uma substância de cor clara, viscosa e não tem cheiro. Ele é bastante usado na indústria: entra na composição de plásticos, tecidos, cosméticos, produtos de papel e tintas, entre outros. Na indústria cervejeira, ele é usado nas serpentinas durante o processo de refrigeração.

A ingestão dessa substância provoca intoxicação com sintomas como insuficiência renal e problemas neurológicos, exatamente os que foram apresentados pelos pacientes que estão internados.

Em garrafas recolhidas nas casa de pacientes que estão com a síndrome, a Polícia Civil do estado encontrou vestígios de dietilenoglicol, conforme laudo divulgado na quinta-feira (09/01/2020). O laudo é preliminar e não há como confirmar a responsabilidade da fabricante das cervejas – a Backer – no caso, mas justificou a abertura de uma investigação mais detalhada.

De acordo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o dietilenoglicol é um solvente orgânico altamente tóxico que causa insuficiência renal e hepática, podendo, inclusive, levar à morte quando ingerido.

A intoxicação por DEG pode ocorrer quando ele é usado de forma inapropriada em preparações químicas, substituindo outros produtos não tóxicos para o ser humano. Desde 1937, casos de intoxicação pelo produto têm sido registrados em diferentes países.

Os pacientes que estão internados apresentaram, inicialmente, sintomas como náusea, vômito e dor abdominal. No entanto, o quadro rapidamente evolui para insuficiência renal e alterações neurológicas, como paralisia facial, vista borrada, cegueira total ou parcial.

Até agora, a síndrome apareceu apenas em homens, com idades entre 23 e 76 anos. Um deles, Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, morreu na terça-feira (07/01/2020).

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