Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Novo mosquito da malária invade cidades africanas e gera alerta entre cientistas

Pesquisadores temem que os mosquitos originários da Índia se espalhem pelas áreas urbanas do continente

29/01/2021 15:58, atualizado 29/01/2021 15:59
iStock
Novo mosquito da malária invade cidades africanas e gera alerta entre cientistas

A proliferação de uma espécie invasora de mosquito da malária na África vem preocupando pesquisadores pelo potencial de se tornarem um problema crescente nas áreas urbanas do continente. Os focos de larvas estão cada vez mais abundantes em cidades da Etiópia, Sudão e Djibouti.

O Anopheles stephensi é o principal mosquito da malária na Índia e apareceu pela primeira vez no continente africano há alguns anos, na área rural, e agora está presente nos centros urbanos.

Um estudo publicado na revista Emerging Infectious Diseases, na quarta-feira (27/1), mostrou que a espécie é altamente suscetível às cepas locais de malária, o que contribui para a transmissão do vírus quando ele entra em contato com uma pessoa doente.

Os cientistas do centro médico da Universidade de Radboud, em Nijmegen (Holanda), e do Instituto de Pesquisa Armauer Hansen (Etiópia) fizeram experimentos com os mosquitos e o sangue de pacientes etíopes com malária e observaram que o vírus local pode se desenvolve no novo agente transmissivo.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters
“Para nossa surpresa, o mosquito asiático revelou-se ainda mais suscetível aos parasitas locais da malária do que nossa colônia de mosquitos da Etiópia. Este mosquito parece ser um propagador extremamente eficiente das duas principais espécies de malária”, disse Teun Bousema, o professor de Epidemiologia de Doenças Infecciosas Tropicais, na publicação da universidade.

O professor Fitsum Tadesse, do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Addis Ababa, na Etiópia, pediu que as autoridades tenha uma abordagem mais agressiva para acabar com os mosquitos, evitando que eles se espalhem por longas distâncias através de aeroportos e portos marítimos. “Se isso falhar, o risco da malária urbana aumentará em grandes partes da África”, disse.