Mortalidade de câncer de mama no Brasil é abaixo da média mundial

Em contrapartida, país fica na 2ª faixa mais alta de incidência da doença. Desafio está em tornar acesso ao atendimento menos desigual

atualizado 07/10/2019 19:21

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Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) e divulgada nesta segunda-feira (07/10/2019), o Brasil é um dos lugares do mundo onde menos pessoas morrem por câncer de mama. De acordo com o levantamento, a taxa de mortalidade é de 13 para cada 100 mil pacientes, nível semelhante aos de países como Estados Unidos, Canadá e Austrália, e melhor do que os indicadores observados na França e no Reino Unido.

Em contrapartida, a incidência da neoplasia ainda é muito alta, com o Brasil ficando na segunda maior faixa, em comparação a outros países – são 62,9 casos a cada 100 mil habitantes.

Segundo Liz Almeida, chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, os resultados tão diferentes significam que, apesar de muitas pessoas terem a doença, o sistema de saúde tem funcionado. “O fato de a taxa de incidência ser relativamente alta e a de mortalidade ser relativamente baixa mostra que o nosso sistema de saúde, apesar de todos os problemas, está salvando muitas vidas. Mas temos imensos desafios pela frente”, afirma.

Um dos desafios elencados pelo órgão é diminuir as desigualdades entre as regiões – na Norte, por exemplo, foram diagnosticados 12,7% dos casos de 2018, em comparação com os 30,8% do Sudeste. Os dados da última Pesquisa Nacional de Saúde, de 2013, mostram que apenas 38,7% das mulheres entre 50 e 59 anos fizeram mamografias de rastreamento na região Norte, contra 67,9% no Sudeste.

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