Militares russos usam a vacina Sputnik V contra o coronavírus

Até o fim do ano, 80 mil militares serão vacinados. Previsão do governo russo é imunizar mais de 400 mil membros das forças armadas do país

atualizado 27/11/2020 12:32

Sputnik Vaccine/Divulgação

Sergei Shoigu, ministro da Defesa da Rússia, anunciou em comunicado divulgado nesta sexta-feira (27/11) que mais de 400 mil militares receberão a vacina contra a Covid-19. A previsão é que 80 mil integrantes das forças armadas sejam imunizados ainda em 2020. O país acumula 2.215.533 casos de coronavírus desde o início da epidemia, com 38.558 óbitos. Os números deixam a Rússia atrás apenas dos Estados Unidos, Índia e Brasil em número de casos da nova doença.

De acordo com o comunicado enviado pelo exército russo, a campanha foi lançada por determinação do presidente Vladimir Putin. Até o momento, mais de 2.500 militares já foram imunizados.

Em setembro, Sergei Shoigu afirmou que ele próprio já havia sido imunizado com a vacina russa Sputnik V, produzida pelo centro de pesquisas Gamaleya de Moscou, em parceria com o Ministério da Defesa.

A vacina Sputnik V encontra-se na fase 3 de estudos e demonstrou 95% de eficácia, de acordo com os pesquisadores do Instituto Gamaleya. Em outubro, o Fundo de Investimento Direto Russo, responsável pela vacina, divulgou que pediu à Organização Mundial de Saúde (OMS) registro acelerado (Lista de Uso de Emergência, EUL) e pré-qualificação de sua imunização contra a Covid-19.

A vacina russa foi a primeira a ser registrada no mundo, e deve ser testada e produzida no Brasil nos próximos meses. Para ser aprovada pelo programa de pré-qualificação da OMS, a imunização precisa ter qualidade, segurança e eficácia avaliadas.

Entenda como funcionam os testes das vacinas:

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