Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Medicamento para câncer pode atuar contra osteoporose na menopausa

Estudo feito com ratos descobriu que o medicamento também ajudou a controlar o ganho de peso relacionado à menopausa

07/09/2026 12:48
Gettyimages
Ilustração de mulher com relógio e calendário representando a menopausa - Metrópoles

Em busca de tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais para mulheres passando pela menopausa, pesquisadores descobriram que um remédio para câncer pode ajudar a tratar osteoporose e o ganho de peso relacionados à mudança nos hormônios.

O estudo da University of East Anglia, no Reino Unido, foi publicado nesta segunda (7/9) na revista npj Drug Discovery, do grupo Nature. O medicamento CADD522 foi testado em ratos modificados para apresentar as mudanças hormonais vistas após a menopausa.

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

O CADD522 foi criado para bloquear uma proteína que permite o crescimento e metástase de vários tipos de câncer. A administração do remédio em comprimidos durante oito semanas mostrou melhoras significativas na saúde dos ossos — a droga estimulou o crescimento dos ossos, enquanto outros tratamentos disponíveis apenas param o processo de desgaste da estrutura óssea.

Um efeito colateral inesperado foi que as ratinhas emagreceram, apesar de estarem comendo exatamente a mesma quantidade que o grupo controle. Elas tinham menos gordura corporal e menos depósitos de gordura na medula óssea (processo relacionado à osteoporose na menopausa).

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

A análise do tecido cerebral mostrou ainda que o medicamento reverteu algumas mudanças causadas pela menopausa em ácidos graxos.

“Não avaliamos diretamente a memória ou a capacidade de raciocínio, mas nosso trabalho levanta questões sobre se este medicamento poderia, um dia, ajudar a tratar problemas de saúde mais amplos relacionados à menopausa”, explica o pesquisador Darrell Green, em comunicado à imprensa.

A pesquisa ainda está em estágio inicial, mas os cientistas acreditam que os resultados abrem portas para estudos mais robustos e que incluam humanos.

“Existem tratamentos atuais, mas muitos apresentam efeitos colaterais, preocupações com a segurança ou esquemas de dosagem inconvenientes que dificultam o uso a longo prazo”, aponta Green.