Médica referência em pesquisas sobre câncer morre vítima da doença
Rachna Shroff foi uma grande pesquisadora sobre câncer do pâncreas e das vias biliares. Ela morreuna segunda-feira (12), aos 47 anos

Reconhecida internacionalmente por realizar diversas pesquisas sobre colangiocarcinoma, câncer do pâncreas e das vias biliares, a médica oncologista Rachna Shroff morreu nessa segunda-feira (12/10), aos 47 anos, vítima de um câncer agressivo.
A informação foi anunciada por meio de um comunicado da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, na terça-feira (13/10). De acordo com a nota, Rachna foi autora de mais de 80 publicações e palestrou em mais de 130 eventos profissionais.
Ela era diretora associada de investigações clínicas do Centro de Câncer da universidade e chefe da Divisão de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Medicina de Tucson.
Em setembro deste ano, um de seus últimos feitos foi a criação do Prêmio Conquer Cancer – Rachna Shroff, para reconhecer jovens pesquisadores de câncer. A médica conseguiu, em poucas semanas, arrecadar mais de R$ 6,8 milhões para apoiar o futuro e a inovação do tratamento do câncer.
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Ver todasCarreira como oncologista
Rachna é filha de uma nefrologista e de um bioquímico. Ela começou a se interessar pela pesquisa do câncer no ensino médio, ao ganhar a Bolsa Osler.
Graduada pela Universidade Brown, obteve o diploma em medicina pela Universidade Thomas Jefferson. Desde seu ingresso, em 2018, na Universidade do Arizona, trabalhou para que terapias imunológicas e novos medicamentos avançassem.
Sua carreira se destacou internacionalmente pelo pioneirismo em estudos clínicos para o colangiocarcinoma, um tipo raro e agressivo de câncer que se desenvolve nas células que revestem os ductos biliares. Rachna ajudou a transformar o cenário da doença rara, além de desenvolver novas terapias para cânceres pancreáticos e hepatobiliares.
Na Universidade do Arizona, atuou no avanço de terapias imunológicas e medicamentosas, exerceu o cargo de decana associada de pesquisa clínica e translacional por três anos, foi chefe da divisão de hematologia/oncologia e estruturou um programa de oncologia gastrointestinal focado na expansão de ensaios clínicos.
