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Saúde

Sistema de limpeza do cérebro pode causar fadiga crônica, diz estudo

Pesquisa sugere que danos na função glinfática, que retira toxinas do cérebro, pode causar acúmulo de substâncias e desencadear sintomas

09/07/2026 15:10
Getty Images
Cérebro humano em 3D com pontos de conexão e linhas do plexo. Conceito de Inteligência Artificial e Aprendizado Profundo. Renderização 3D. Metrópoles

Um dos sistemas menos compreendido pela ciência, o mecanismo de limpeza do cérebro, chamado de glinfático, pode estar relacionado ao desenvolvimento de fadiga crônica. Um estudo publicado em 18 de junho na revista Frontiers in Neuroscience sugere que defeitos no “esgoto” do órgão podem causar os sintomas da doença.

“Este estudo é o primeiro a demonstrar o comprometimento da função glinfática por meio de ressonância magnética, fornecendo uma explicação mecanística para as alterações inflamatórias relatadas por outras equipes australianas e internacionais”, afirma o neuroimunologista Kiran Thapaliya, um dos autores do estudo, em comunicado à imprensa.

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Até o momento, a maioria do conhecimento sobre o sistema de limpeza do cérebro é baseado em pesquisas feitas com ratos. Substâncias tóxicas e células mortas são ejetadas do órgão em ondas de fluido cerebroespinhal.


Sintomas da síndrome da fadiga crônica

  • Fadiga.
  • Dificuldade de memória e concentração.
  • Dor de garganta.
  • Presença de gânglios (íngua) doloridos no pescoço e axilas.
  • Dor de cabeça.
  • Sono não reparador.

O estudo é pequeno, feito com 31 pessoas, e mostrou que o funcionamento da função glinfática é afetado em pacientes com fadiga crônica, principalmente do lado direito. Quanto mais problemas com o sono ou dificuldade de concentração (a névoa mental) foram relatados pelos voluntários, maiores os sinais de disfunção na limpeza.

A hipótese dos autores é que o acúmulo de rejeitos no cérebro seja responsável pelos sintomas, e também por acelerar o declínio cognitivo, problemas de memória e musculoesqueléticos, além de psicose.

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Os dados não explicam o que causou a disfunção da função glinfática, mas os cientistas esperam que as informações ajudem a desenvolver novos procedimentos não invasivos para diagnóstico e e tratamento da fadiga crônica.