Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Lágrimas podem revelar avanço de doenças no cérebro, sugere estudo

Pesquisa brasileira conseguiu criar um sensor que analisa dosagens de dopamina em lágrimas. Neurotransmissor está ligado ao Parkinson e TDAH

08/07/2026 14:52
Compartilhar notícia
Magnific
Imagem mostra homem negro com várias lágrimas ao redor dos olhos - Metrópoles

Um dos métodos mais promissores para acompanhar o desenvolvimento de doenças do cérebro, como Parkinson, depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar, é a medição dos níveis de dopamina. Pesquisadores brasileiros descobriram uma maneira de acompanhar as oscilações do neurotransmissor de forma simples: com as lágrimas.

Pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, conseguiram criar um sensor low cost que percebe níveis muito baixos ou muito altos de dopamina nas lágrimas. O equipamento é do tamanho de um selo postal e usa grafeno para detectar a substância.

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

“Nosso sensor consegue detectar a dopamina em níveis bem abaixo da faixa de referência saudável e até três vezes mais elevados. Essa capacidade permite identificar precocemente a queda inicial dos níveis de dopamina, o que é fundamental para viabilizar intervenções terapêuticas proativas e oportunas”, explica o coautor do estudo, Lucas Minghini Gonçalves, em comunicado à imprensa.

Por enquanto, o sistema só foi testado em lágrimas artificiais com níveis de dopamina controlados. Nos próximos estágios, a pesquisa irá usar lágrimas humanas para desenvolver dispositivos de diagnóstico que possam monitorar os biomarcadores neurológicos.

Os cientistas lembram que, hoje, é difícil acompanhar os níveis do neurotransmissor e os exames disponíveis são invasivos podem demorar para entregar resultados. O sensor de lágrimas pode recolher as amostras sem dor e rapidamente. O estudo foi publicado nesta quarta (8/7) na revista American Chemical Society Omega.