Homem tem sinais de Parkinson confundidos com excesso de chá. Entenda

Com 54 anos, John percebeu os primeiros sinais da doença aos 13, mas o diagnóstico correto só veio sete anos depois, aos 20 anos

atualizado

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O britânico John Granahan, atualmente com 54 anos, tinha apenas 13 quando sentiu sua perna tremer sem controle durante uma aula de inglês. Nesse primeiro momento, não achou que havia algo de errado. Anos depois procurou ajuda. Em consulta, os médicos descartaram algo mais grave e associaram os sintomas a excesso de cafeína. Porém, aos 20 anos, veio o diagnóstico correto:  doença de Parkinson.

Apesar do primeiro sinal ter ocorrido anos antes, Granahan só resolveu de fato investigar o quadro quando os sintomas pioraram aos 18 anos. Além dos tremores involuntários, o adolescente, à época, andava curvado e na ponta dos pés.

Como costumava beber cerca de 10 xícaras de chá por dia, inicialmente o sintoma foi atribuído à constância do hábito de consumir chá, já que a bebida tem cafeína, o que poderia estar causando as vibrações. A recomendação médica envolveu remédios para bloquear os efeitos da adrenalina no corpo, o que não resolveu o problema.

O diagnóstico correto veio após dois anos, quando, junto de seu pai, o homem foi a um médico particular. Ao realizar exames, recebeu a notícia de que era Parkinson.

“Eu não fazia a mínima ideia do que era Parkinson. Na minha cabeça, até hoje, me faz pensar em uma pessoa idosa em um asilo, tremendo em um canto. A parte mais difícil de conviver com a doença é o que as pessoas pensam de você. Já me barraram a entrada em bares por causa do meu jeito de andar, pois as pessoas acham que eu estava bêbado”, relata o britânico, em entrevista ao portal The Sun.

O que é o Parkinson?

  • O Parkinson é uma condição crônica e progressiva causada pela neurodegeneração das células do cérebro.
  • Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo tenham Parkinson.
  • A ocorrência é mais comum entre idosos com mais de 65 anos, mas também pode se manifestar em outras idades.
  • A doença atinge principalmente as funções motoras, causando sintomas como: lentidão dos movimentos, rigidez muscular e tremores.
  • Os pacientes também podem ter: diminuição do olfato, alterações do sono, mudanças de humor, incontinência ou urgência urinária, dor no corpo e fadiga.
  • Cerca de 30% das pessoas que vivem com Parkinson desenvolvem demência por associação.

 Homem supera prognóstico negativo

Assim que recebeu o diagnostico, os médicos afirmaram que haveria grandes possibilidades de o homem necessitar do uso de cadeiras de rodas para andar até os 25 anos. Porém, 40 anos após o primeiro sintoma, apesar de precisar de andadores ocasionalmente, ele continua de pé. Granahan é pai de uma menina e a cria sozinho após a morte de sua esposa.

Quanto ao Parkinson, não há cura para a doença. O tratamento consiste em medicamentos para o controle de sintomas, tanto físicos quanto emocionais – a condição pode afetar o humor do paciente. Além dos remédios, dois anos atrás, o britânico passou por cirurgia para implantar um gerador de pulsos visando a uma melhora dos tremores.

“A doença de Parkinson é tão imprevisível que você pode estar bem num minuto e mal no minuto seguinte, mas eu simplesmente dou um jeito de contornar as coisas, nunca desisto, esse é o meu lema”, destaca Granahan.

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